quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

NATAL, O CÂNTICO DE MARIA

O cântico de Maria é mais um paralelismo bíblico poético como muitos outros inspirados no pentatêuco, nos salmos e nos proféticos. O livro de Gênesis começa com paralelismo, era uma técnica usada pelos rabinos para decorar a bíblia e estudá-la.
O paralelismo compunha-se de uma frase de oração seguida de outra oração que concordava com a primeira ou discordava ou concluía ou se completavam. O primeiro livro da Bíblia começa com paralelismo. No princípio criou Deus os céus e a terra.
Segunda oração: e a terra era sem forma e vazia. Temos aqui paralelismo explicativo.
Nos salmos encontramos muitos paralelismos antitéticos, quando a primeira oração difere da segunda ressaltando a diferença do justo e do ímpio. O Salmo 23 é todo paralelismo que concorda com as frases seguintes em cadeias de temas. Isaías usou paralelismo ao dizer: O boi conhece o seu possuidor, mas meu povo não me conhece.
Jesus usou paralelismo antitético ao afirmar que as andorinhas tem ninhos e as raposas covis, mas o filho do homeme não tem onde morar. O sermão do monte é todo paralelismo. Paulo usou paralelismo ao dizer: O salário do pecado é a morte , mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna. Em toda a escritura sagrada o paralelismo tem uma dinâmica que embeleza a literatura bíblica.
No evangelho de Lucas escrito aos gregos que apresenta Jesus como filho do homem o Espírito Santo envolve Maria com sua sonbra e inspria nela um dos mais lindos paralelismos de edificação salvífica. Maria exultou a Deus com brados de sua alma e do seu fôlego ao afirmar: a minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque atentou para a minha humildade. Lucas é o evangelho do Natal, dos cãnticos de graça e salvação. Não foi nos palácios que Deus escolheu uma jovem para acolher o salvador. Não foi nas metrópolis de Jerusalem ou de Roma que Deus escolheu a mãe do Salvador. Foi numa pequena cidade, alías, a menor cidade da Judéia. Foi de uma familia pobre que Deus escolheu Maria, ela não pôde ofertar cordeiro, teve que ofertas par de rolinha, pois era pobre.
O Natal de hoje parece que contrapõe a tudo que o Novo Testamento com sua beleza nos inspira. O Natal do consumismo, o natal dos que só querem receber, o Natal dos poderosos, dos ricos. Deus tem seu próprio critério para escolher, e esse critério não segue a lógica humana, pois Deus escolheu as coisas loucas para confundir as sábias e Deus escolheu as coisas que não são para confundir as que são. Maria engrandece ao senhor por que ele escolheu a pequena, uma moça da roça, desconhecida da sociedade. Por isso maria engrandece ao Senhor.Sua misericórdia é de geração em geração para aqueles pequenos que o temem. Com a força do seu braço dispersou os homens de coração orgulhoso. (O orgulho foi o primeiro pecado antes da bíblia e no início da bíblia com Adão e Eva querendo ser igual a Deus).Destronou pederosos, mas exaltou os humildes. Encheu de riquesa os pobres, mas despediu os ricos de mão vazia.
Socorreu Israel seu servo, lembrando de sua misericórdia. Conforme prometeu a Abraão, assim cumpriu em mim a sua palavra.
Natal do evangelho é isso, orgulhosos não entram no Reino de Deus, mas os humildes entram. Os que confiam em riquezas não entram, mas os que confiam no Senhor entram. Os ricos ficam pobres e os pobres ficam ricos, pois o Reino de Deus não é comida, nem bebida, nem consumimo, mas gozo, paz e alegria do Espírito Santo. Natal do evangelho é gratidão, é compartilhar, é ver a glória de Deus nas coisas pequenas e nas dificuldades. Natal é Deus descendo, se apequenando para nos buscar, para se aproximar de nós. Natal é o Espírito Santo nos alegrando, por que ele escolheu os pequenos. Jesus disse em paralelismo que quem quiser ser grande aqui será pequeno no reino de Deus, mas quem quiser ser pequeno aqui, será grande no Reino de Deus. Jesus em sua oração ao Pai, se alegrou em seu Espírito e orou dizendo: te dou graças ó pai, por que ocultaste essas coisas aos sábios e entendidos e revelastes aos pequeninos, por que foi assim do teu agrado.Ninguém conhece o Pai, senão o Filho e ninguém conhece o filho senão o Pai e aquele que ele quer escolher e revelar.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Valide seu diploma de teologia pelo MEC com quem entende de teologia

Em 1969 foi aprovado por decreto a Lei 1051/69 dando status de nível superior aos portadores de diploma de teologia ( curso livre)no entanto o MEC não reconhecia, tampouco permitia acesso a concursos públicos. O beneficio dessa Lei restringia-se apenas entrada em algumas faculdades de humanas com aproveitamento de algumas materias, mas nem todas as faculdades aceitavam.Outro benefício,usado por alguns líderes religiosos era a prerrogativa de gozar de cela especial caso fosse preso, o que ocorreu com um líder muito conhecido em 1988 no Rio de Janeiro.
Em 1999 foi aprovado pela camara superior de educaçao o parecer 241/99 que a teologia passou a ser faculdade no Brasil.Com isso os seminários protocolaram seus requerimentos, mas para decepção foi exigido que o protocolo atendesse asmesmas exigencias de uma faculdade qualquer.
Isso gerou descontentamento por parte de muitos religiosos detentores desse diploma antigo, já que fora retirado direitos dos portadores do diploma amparado pelo decreto 1051/69 e com a 241/69 seus diplomas perderam todas as prerrogativas legais.
Com isso, por pressão dos religiosos e políticos interessados, foi aprovado o parecer 063/2004 que permite validar o diploma de teologia de cursos livres para devolver os direitos e valorizar as intituições de ensino religioso.

SENDO ASSIM, A FACETEN, PRIMEIRA FACULDADE PENTECOSTAL RECONHECIDA PELO MEC , VEM DESENVOLVENDO ESSE PROJETO. LIGUE 13 78050535 E OBTENHA MAIS INFORMACÕES
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

DEUS CONDENA A VAIDADE
Temos ouvido não poucas vezes alguém se referir a vaidade como algo que Deus condena ou abomina. Mas o assunto que discorreremos não se trata de saber se Deus condena ou não a vaidade e sim o que significa a vaidade. Realmente Deus condena a vaidade, mas será que esta palavra tem sido analisada à luz da Bíblia?
Quando se fala em vaidade logo se pensa em cabelo, roupas, adornos, jóias e etc. Mas quando analisamos o verdadeiro sentido dessa palavra, entendemos que jamais em toda a Bíblia, se refere ao fato de alguém se embelezar.
A vaidade que Deus abomina é um assunto muito mais abrangente do que certas pessoas querem acreditar. A palavra vaidade passou por um complexo processo de desenvolvimento incluindo as fazes de algo vazio, daí para porções e inutilidade, de ludíbrio e de iniqüidade.
No Antigo Testamento a palavra vaidade aparece mais de cem vezes e foi traduzida de três palavras hebraicas, a saber: 1. Nadab que significa oco, vazio. 2. Hebel que significa inútil. 3. Shaw que significa ludíbrio ou falsidade. Das cem vezes que aparece a palavra vaidade, jamais, em toda a Bíblia significa se embelezar ou andar bem arrumado, com adornos e etc. Ainda que, segundo Salomão, tudo é vaidade, mas no sentido de que tudo passa.
Como vimos acima, ser vaidoso na Bíblia significa ser falso ou idólatra ou inútil e nunca ser cuidadoso com a beleza.
Todos os versículos, tanto do Novo quanto do Velho Testamento que se referem a vaidade, estão relacionados à idolatria, falsidade e coisas vãs que passavam na prova de Deus.
Seguir a vaidade significa seguir a falsidade. Os prazeres passageiros são denunciados na Bíblia como vaidade. A falsa religiosidade também significa vaidade, pois aparenta ser santo por fora, quando na verdade não o é por dentro.
É seguir coisas fúteis, enganosas, inúteis, como a idolatria, a auto-suficiência, o orgulho, a arrogância e tudo aquilo que tem brilho falso.
Quando Israel pediu um Rei, Deus disse a Samuel que o seu povo havia seguido a vaidade, isto é, a idolatria.
O legalismo religioso tem sido combatido pela Bíblia como algo relacionado a vaidade, principalmente no Novo Testamento, onde Jesus condena o farisaísmo, seita judaica que cumpria o protocolo religioso em detrimento da piedade. Encontramos pessoas preocupadas com o estereótipo esquecendo-se do perdão e do amor. Ensinando uma coisa e vivendo outra. Este comportamento se constitui um ato de hipocrisia, portanto vaidade. Menosprezar alguém ou pensar que é mais santo ou mais importante do que outrem é vaidade reprovada por Jesus.
Algumas pessoas tem escolhido o texto de Isaías 3:17 a 26 para provar que Deus condena o uso de perfumes, adornos, roupas caras e etc. Todavia o texto em questão trata de uma cidade representada por uma mulher que seria humilhada, e desta cidade seria tirado seus adornos, mas também sua roupa.
No Novo Testamento temos sete palavras gregas para a tradução vaidade que são: 1. Kenós, que signfica vazio, essa palavra aparece 18 vezes no Novo Testamento. 2. Kenophonia, som inútil, termo que aparece 2 vezes no N.T. 3. Mátaios, "inútil" aparece seis vezes 4. Mataiotes, "inutilidade" 3 vezes. 5. Maten, "em vão" duas vezes. 6. Eikê "à toa" cinco vezes. 7. Doreán "sem preço".
A vaidade, portanto é um termo genérico para coisas vazias. A própria vida se torna vaidade quando não se tem Jesus. Ser vaidoso é ser desprovido de humildade. Jesus classificou o orgulho dos líderes religiosos e a arrogância dos políticos de sua época como síndrome demoníaca de pura vaidade.
Geralmente a vaidade é associada ao adorno e o alvo principal dos acusadores de vaidade é a mulher. Mas para se compreender esse motivo é necessário observar dois aspectos: o cultural e o psicológico.
Em muitas culturas as mulheres são meramente consideradas objetos de possessão do marido. Daí que a ela é vedado liberdade de expressão corporal.
Nessas culturas as mulheres tem sido perseguidas com proibições no uso de alguns adornos e embelezamentos, enquanto os homens podem usar ternos caros e gravatas requintadas. O fato é que, para o machista não lhe é conceptível que a mulher esteja por cima, já que a mulher produzida ou que se expressa corporalmente ganha status, que a faz estar por cima do homem, por se tratar de atração e sedução, algo que chama a atenção, portanto superior. Psicologicamente reprovado para o machista.
Eu fico com a Bíblia e suas recomendações de que não devemos atar fardos pesados nos ombros dos crentes.
A Bíblia é o nosso manual de conduta, por isso devemos nos portar como filhos de Deus no meio de uma geração perversa. Devemos evitar os excessos e trajarmos decentemente. A Bíblia diz que tudo que é puro, tudo que é honesto, tudo que é justo, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor nisso pensai.
Quanto as recomendações bíblicas para a postura da mulher ou do homem no que diz respeito ao traje, devemos ter cuidado, pois existe um abismo cultural muito grande entre a Bíblia e a nossa realidade.
Paulo recomenda por algum motivo social da época que as mulheres não usem tranças, ouro, pérola ou vestidos caros. Cumprir esta recomendação hoje seria absurdo, pois teríamos que proibir o anel de casamento, de formatura, bem como as tranças tão usadas pelas irmãs e teríamos ainda que investigar quanto custou a roupa das irmãs. É como querer obrigar os crentes lavar os pés em dia de ceia e beijar a todos.
Existem mandamentos bíblicos que são eternos, e existem recomendações para a época, como pôr exemplo: Jesus recomendou aos discípulos para evangelizar de dois em dois, não carregar dinheiro no bolso, não cumprimentar as pessoas, não viajar com roupas ou sapatos na mala e etc. Cuidado para não confundir recomendações temporais com mandamentos permanentes. Isto é questão de hermenêutica que podemos discorrer em outra matéria.
Paulo faz recomendação para crentes romanos que jamais faria para judeus ou gregos. Quando fala de cabelo em Coríntias, se analisar ao pé da letra, teremos que afirmar que tanto Paulo quanto João Batista estariam desonrados, já que eles eram nazireus e não podiam cortar o cabelo e as mulheres até hoje teriam que orar de véu.
O apóstolo Pedro recomenda aos crentes a modéstia e ensina no cap. 3 e ver. 3 de sua epístola que no fato de alguém estar bonito ou feio não significa estar santificado, pois a beleza que Deus se agrada é a beleza de o caráter.
Alguns pregadores tem usado erroneamente a história da Rainha Jezabel como referencial para condenar a beleza das mulheres. Todavia não há embasamento bíblico para associar o cuidado da beleza com a prostituição, pois as mulheres honradas da Bíblia usavam adornos e perfumes, veja Cantares 1.10,11. 3.6 e 6.7. Vejam ainda Gênesis 24:47 quando Eliezer presenteia Rebeca com pendentes e pulseiras. O fato de Jezabel pintar os olhos denota a intenção de se parecer com as mulheres dos Reis de Judá, visto que elas tinham esses costumes. No afã de se aparecer com elas, usou Jezabel este artifício para seduzir o Rei Jeú, já que Jeú havia assumido o reinado com a morte de Acabe, sendo ele bem mais novo do que ela.
A artimanha maligna não deu certo, pois Jeú havia matado seu filho Jorão exatamente por ter tolerado a feitiçaria e o culto a Baal na instrumentalidade de Jezabel, portanto não faz sentido associar a prostituição com o cuidado feminino de se embelezar, até porque os valores de costumes sociais oscilam muito de um País para outro, bem como de uma época para outra.
A palavra vaidade passou a significar embelezamento, pelo fato de esconder nossas imperfeições. Um homem bem produzido, limpo, penteado, cabelo cortado, vestido de terno novo com sapatos engraxados é totalmente diferente do mesmo homem cabeludo despenteado vestido só de calção e chinelo. Neste sentido podemos afirmar que somos vaidosos. Lavamos nossos carros, engraxamos nossos sapatos. Olhamos para o espelho antes de sairmos de casa.
Os filósofos sínicos pensavam que o desprendimento das coisas materiais era uma virtude de alto padrão para o caráter de uma pessoa. Os cínicos (conhecidos como filósofos pobres) não se apegavam com as coisas materiais, portanto eram conhecidos como pessoas não vaidosas.
Um desses filósofos, chamado Diórgenes, um dia chegou para Platão que era um filósofo rico e disse: posso limpar meus pés pobres e sujos na sua vaidade, referindo-se a um lindo tapete vermelho que tinha na casa de Platão.
Platão respondeu dizendo: pode limpar a sua vaidade na minha vaidade.
Os Fariseus e Saduceus se preocupavam muito com a aparência exterior, mas Jesus durante todo seu ministério, nunca abordou este assunto por entender que era uma questão sociocultural, e supérflua para salvação.
Chegou a comparar o brilho dos vasos e os sepulcros pintados como o maior exemplo de vaidade na religiosidade judaica. Ele ensinou que a humildade e a decência são comportamentos que desmascaram a vaidade.
MENSAGEM MINISTRADA PELO PASTOR JESIEL PADILHA

sábado, 12 de junho de 2010

O Reino de Deus

A palavra Reino de Deus vem do grego Basileia e significa um governo teocrático.No Novo Testamento, no entanto se reporta ao tema central da teologia de Jesus nos sinópticos.
Os judeus esperavam um reino politico, mas Jesus disse que o seu reino era um reino de justiça, gozo e paz.
Eles esperavam um reino mais rico que o reino de Salomão, mas Jesus disse no sermão do monte que os pobres são fortes candidatos ao reino de Deus.
Eles esperavam um reino de guerra, Jesus ensinou a não revida. Eles esperavam um reino de grandeza, Jesus disse que o reino de Deus é dos pequenos, e quem quiser ser grande será pequeno no reino. Mt 5
Eles esperavam um reino sectarista, mas Jesus disse que muitos viriam de longe para assentar na mesa do reino de Deus e muitos que se intitulam detentores do reino seriam lançados fora do reino.
Eles esperavam um reino de aparência, Jesus não olha a aparência do homem e ensina que o reino é como o grão de mostarda,quase invisível, mas cresce sem a percepção de como cresceu. O próprio Jesus foi subindo como raiz de uma terra seca, não tinha parecer e nem formosura e olhando para ele, nenhuma beleza o víamos para que fosse desejado.
Os judeus esperavam um reino de orgulho humano, João Baptista preconiza em sua mensagem que o machado deste reino vem para cortar o orgulho que herdamos de Adão e sua arrogância que buscou ser igual a Deus pela não obediência.
Eles esperavam um reino litúrgico nos moldes tradicionais, Jesus ensinou um reino profético com poder de transformar o ser humano.
Eles esperavam um Rei montado num cavalo branco de guerra, ele veio montado num jumento e lamentou o desprezo que Jerusalem teve pelo o evangelho da paz que ele trouxe.
Eles esperavam um reino religioso, Jesus disse: nem todo que professa a religião entra no reino de Deus, mas aquele que obedece a minha vontade.
Com essa singela reflexão bíblica e teológica, pergunto eu:
Como a Igreja do tempo presente espera o reino de Deus?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

APOLOGÉTICA x DIALÉTICA

CONFLITO ENTRE PRÁTICAS E TEORIAS HERÉTICAS

A história da Igreja está permeada de conflito entre práticas e teorias heréticas. A palavra heresia vem termo grego “airesis” que significa escolher facção ou seita e que o Apóstolo Pedro define como abandono da verdade religiosa.
A Igreja medieval no afã de combater heresias procurou manter sentinela para resguardar e preservar os princípios doutrinários que lhes era conveniente. Ela não mediu esforços para mobilizar tropa de choque com vistas a patrulhar e coibir possíveis tendências ideológicas que ameaçassem abalar sua estrutura. Santa inquisição` que deveria se chamar diabólica inquisição, noite de São Bartolomeu e ``caça as bruxas`` foram atitudes heréticas bem conhecidas praticadas pela Igreja. Ocorreu que, essas atitudes heréticas foram instituídas para inibir teorias heréticas.
Aqui estamos diante de um conflito, pois se de um lado a Igreja se preocupou em combater certas tendências, fazendo-as ao estilo sórdido daquela frase bem conhecida ``os fins justificam os meios``. Por outro lado as práticas heréticas não foram combatidas na mesma intensidade com que foram combatidas as teorias.
Em nome da ortodoxia tudo era válido: matar inocentes, torturar, usurpar do privilégio eclesiástico para aviltar os fracos e excluídos, explorar incautos em benefício próprio e usar o nome de Deus em vão para amedrontar adeptos mantendo-os reféns de supertições esdrúxulas para fortalecer o sistema paroquial.
Satanizar situações para tirar proveitos escusos e amedrontar congregados com pretextos infundados, fazia parte do mais forte aparato da Igreja. Inclusive a forma com que a Igreja formulou a doutrina do inferno, i.e., um caldeirão de fogo e enxofre, se tornou um ``negócio da China``. Bastava pagar e o cristão ficava livre do caldeirão.
A ética do cuidado, respeito para com o próximo e as questões sociais não eram importantes, importante era preservar a ``ortodoxia`` a qualquer custo.
As instruções mais sagradas ensinadas por Jesus sobre a ética e a dívida impagável que temos para com o próximo eram negligenciadas em nome
da preservação do credo. E todo esse zelo era mantido por meio de sanções ``anti-heréticas``.
Para uma reflexão a esse respeito, principalmente no âmbito evangélico hodierno, é preciso não ignorar os erros cometidos no passado por aqueles que se diziam detentores da verdade. Esse preâmbulo histórico pode com muita propriedade nos fazer convergir para uma nova atitude diante dos problemas que afligem a Igreja, além de nos alertar para o perigo de combater ``tendências heréticas`` com atitudes heréticas.
Quando deixamos de fazer o bem com pretexto de preservar a ortodoxia, caímos no mesmo pecado do Sacerdote e do Rabino que ao se depararem com o necessitado no caminho para Jericó passaram de largo. Mas o Samaritano que era considerado herege deu a maior demonstração de piedade e temor do Senhor. Quando falamos em nome de Deus para reforçar nossos sistemas ou para garantir nossos interesses e satisfazer nossas manias e crendices, estamos categoricamente usando o nome de Deus em vão, não observando o Art. III do código mosaico.
Quando usamos textos isolados para defender protocolos litúrgicos ou doutrinas pré-concebidas sem o verdadeiro respaldo bíblico, combatemos ``heresias`` com desonestidade, cometendo heresia.
Quando tentamos manipular as pessoas ao nosso bel-prazer ou sobrecarregar alguém com pretexto de que devemos carregar nossa cruz, estamos praticando injustiça.
Quando ameaçamos adeptos ou congregados, quando fazemos acepção de pessoas, ou alijamos pessoas do nosso convívio estamos praticando o sectarismo, atitude herética mais combatida por Jesus.
Quando nossas práticas não passam nem por perto daquilo que pregamos ou ensinamos, somos hipócritas, portanto heréticos. Quando temos tudo e jamais nos preocupamos com os que nada têm, somos egocêntricos, anti-sociais, individualistas e neoliberais no sentido mais pejorativo da palavra.
Quando usamos dois pesos e duas medidas, sacramentando alguns e aliviando outros, estamos praticando injustiça.
Quando priorizamos as questões periféricas em detrimento das essências tornamo-nos pequenos, mesquinhos e covardes por não encararmos os grandes desafios que Deus nos confiou. Ao refletirmos sobre tudo isso chegamos a conclusão que o termo heresia é muito mais complexo e muito mais abrangente do que aquele esposado em inúmeros livros pertinente ao assunto. Concluímos ainda que, não podemos combater tendências pecaminosas por meio de práticas pecaminosas.
Jesus disse: aquele que me ama guardará meus mandamentos e meu Pai o amará e viremos para ele e faremos nele morada. Esses mandamentos estão em duas esferas: a vertical, i.e., os deveres para com Deus e a esfera horizontal, que são os deveres para com o próximo. A omissão ou a não observância de qualquer uma dessas esferas nos condenará para a mesma fogueira, da qual muitos hereges foram queimados.

Pastor Jesiel Padilha de Siqueira

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dez Mandamentos

De forma sutil e maquiavélica a mídia, a cultura pós-moderna e até as religiões tentam incutir na mente dos que não raciocinam essa voga que vai contra todos os princípios do caráter cristão. A sórdida e nefasta mensagem subliminar que já contaminou milhares de pessoas, inclusive seguidores da teologia da prosperidade.

INVERSÃO DIABÓLICA DO SERMÃO DO MONTE PARA O SECULO XXI

I. Bem-aventurados os ricos e orgulhosos, porque deles é o reino de Deus;
II. Bem-aventurados os consumistas que estão sempre por cima e os que riem, porque serão consolados;
III. Bem-aventurados os arrogantes, implacáveis e inflexíveis, porque herdarão a terra;
IV. Bem-aventurados os insensíveis as questões sociais, porque serão fartos;
V. Bem-aventurados os calculistas que valorizam o ter em detrimento do ser, porque alcançarão misericórdia;
VI. Bem-aventurados os impuros, porque verão a Deus;
VII. Bem-aventurados os contenciosos e vingativos, porque serão chamados filhos de Deus;
VIII. Bem-aventurados os que perseguem inimigos, porque deles é o reino de Deus;
IX. Bem-aventurados os que mentem e caluniam e revidam, porque grande será o galardão;
X. Se a vossa injustiça não exceder a dos apóstatas e falsos profetas não entrareis no reino de Deus.