quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Aniversário do Pastor Jesiel Padilha


No dia 10 de agosto do corrente ano estiveram presentes em culto solene de agradecimento pelo aniversário do Pr. Jesiel Padilha, autoridades eclesiásticas, militares e civis com toda a Igreja reunida em sua sede sito a Av. Siqueira Campos, 161. A orquestra da Igreja com mais de 70 músicos abrilhantou a abertura da festa liturgica de agradecimento a Deus pela vida do Pr. Jesiel Padilha. Em seguida foi feito a leitura oficial no salmo 136 pelo Pr. Samuel Padilha, digníssimo presidente da AD em Piedade. Ato contínuo o Pr. José Wellington Costa Júnior assumiu a direção do culto, pois estava representando seu Pai, digníssimo Presidente da CGADB e CONFRADESP. Em seguida apresentou os visitantes: Pr. Resende por seu representante, Pr. Munhoz por seu representante. Pr. Israel Padilha, Enéias Padilha, Samuel Padilha e Pr. Carlos Padilha de Siqueira. Pr. Paulo Silva de Suzano, Pr. Reinaldo Rodrigues de Cruzeiro, Pr. Antonio Carlos de Guarujá, Pr.Emanuel de São José dos Campos, Pr.Jairo Bartolomeu e Pr.Edsom Melo por seus representantes. Vários pastores da região de São Paulo e baixada santista num total de mais de quarenta pastores de fora do campo além dos 67pastores da Igreja local . O Secretário de desenvolvimento econômico do Governo de São Paulo, Paulo Alexandre Barbosa que é candidato a Prefeito em Santos e muitas outras autoridades e vereadores da cidade de Santos, Cubatão , São vicente e Praia grande. No final o Pr. Jesiel agradeceu aos visitantes e  toda e Igreja e convidou toda a Igreja para um grande jantar(churrasco) para todos. Foi servido churrasco para mais de 900 pessoas. 


















































sexta-feira, 20 de abril de 2012

MULHER NO MINISTÉRIO


MULHER NO MINISTÉRIO
Em Romanos 16.1 Paulo faz questão de recomendar Febe que é diaconisa na Igreja em Cencréia. No grego a palavra é diaconisa, mas o sentido é diaconisando a Igreja. Não aparece a palavra dulos, que é uma serva que trabalha na Igreja. Mas uma mulher que exerce o diaconato. Em 1 Tm 3.9 Paulo diz: os Diáconos sejam honestos, não cobiçosos, nem de duas palavras , nem dado a vinho. No versículo 11 diz: Da mesma maneira as mulheres sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo. Aqui Paulo se reporta as mulheres Diaconisas e não esposas de diáconos, pois, se assim fosse ele falaria das esposas dos Presbíteros. Na Igreja primitiva mulheres judias já administravam a filantropia na Igreja, daí que foram escolhidos 7 homens judeus influenciados pela cultura grega.
  No tempo de Jesus havia 900 Sinagogas que eram administradas pelos parnasim (hebraico) e na transição para a Igreja passou a usar o termo Diácono. Mas esta palavra que significa mordomo, ou seja, um servo que administra os bens do seu patrão e não dulos, que é um servo comum, passou a significar muito para a Igreja primitiva. Ele administrava as bênçãos espirituais do evangelho pentecostal. Veja que os diáconos eram cheios do Espírito, se destacaram mais do que alguns Apóstolos, portanto eles exerciam cargo de liderança.
 Felipe era Diácono, ganhou Samaria e batizou o Eunuco da Etiópia. Então o Diácono daquela época exercia a plenitude do ministério. Diferente do Diácono hodierno local que apenas faz segurança e recolhe oferta. Febe dirigia a Igreja em Cencréia. É fato que a mulher na cultura judaica era discriminada. Os rabinos da escola de Hilel acreditavam que mulher não tinha alma. A oração do Fariseu que era influenciado pela escola de Hilel começava assim: te dou graças Adonai, porque não nasci gentio, nem mulher.
  Essa transição do Antigo Testamento para o Novo desencadeou mudanças profundas na Igreja, pois os costumes judaicos que estavam incrustados foram removidos pela pregação de Paulo. As mulheres passaram a ter mais autonomia. Até porque Jesus havia iniciado esta autonomia no seu ministério.
    Até a poligamia que existia na Igreja primitiva passou a ser rechaçada, mas isso foi um processo lento, de transição. Veja que Paulo recomenda o exercício do ministério a obreiros que tenham uma só mulher, se casado, marido de uma mulher. No Novo  Testamento a recomendação a partir daqui é para praticar a monogamia. Até nisso a mulher passou a ser  valorizada, já que a poligamia da época só permitia várias mulheres para um homem, diferente da poligamia entre os Ianomâmis do Brasil que praticam a poligamia inversa de uma mulher casada com 3 homens na mesma oca.
   Os evangelhos falam de doze discípulos, mas Lucas faz questão de mencionar um colegiado de discípulos em número de setenta, talvez por ser o evangelho do homem, cujo foco está centrado na humanidade do Salvador e 70 fala da humanidade representada nas setenta nações de Gênesis. Mas neste grupo de 70 discípulos aparecem as mulheres Suzana, Joana, Maria madalena e outras que o acompanhavam no ministério. (Lc 8.1.) Essas mulheres foram arrojadas no exercício do ministério. Algumas delas não abandonaram o Salvador na cruz, enquanto os discípulos se acovardaram e se esconderam, com exceção de João e a mãe de Jesus.
   A primeira pessoa no Novo testamento que anunciou o evangelho em Samaria foi uma mulher. Depois veio Felipe, mas a cidade já conhecia a pregação da mulher do poço de Jacó.
   A primeira pessoa a visitar o sepulcro e esperar pela ressurreição foi uma mulher, daí que Jesus ao ressuscitar apareceu primeiro a mulher. Os discípulos não foram esperar a ressurreição, só depois da notícia, e mesmo assim ficaram em dúvida porque a notícia vinha pela boca de mulher.
 O Novo Testamento deixa a impressão de que a mulher tem uma inteligência religiosa superior a dos homens. Não confundir com a intelectualidade do conhecimento bíblico teórico. Jesus nunca disse para um homem, grande é a tua fé, mas disse para a mulher Siro-Fenícia: O mulher, grande é a tua fé, seja feito conforme a seu pedido.
  Dorcas fundou uma associação beneficiente na Igreja primitiva como isca para ganhar milhares de pessoas. A mãe de Marcos ofereceu sua casa para sediar a Igreja pondo sua vida em risco.    Priscila e Aquila expuseram suas vidas em risco evangelizando em Corinto junto com Paulo e ali fundaram a Igreja.
  Dionísio e Thamires se convertem em Atenas e se tornam lideranças na Igreja da Grécia, segundo a tradição da Igreja. A própria tradição da Igreja medieval afirma que Maria Madalena foi Bispa no II século.
   Paulo recomenda que a mulher não fale na Igreja em Corinto para não se confundir com o templo de Afrodite, deusa da sexualidade que habitava em Corinto. Ele chega afirmar que nesta cidade seria indecente a mulher falar na Igreja, no grego está imoral, por conta da deusa Afrodite.
     Em Rm 16.7 Paulo diz: saudai a Andrônico e Júnias que se destacaram entre os apóstolos. O apostolado era um dom ministerial que a pessoa desbrava o evangelho numa região ainda não alcançada. Não que houvesse o cargo de apóstolo, mas o dom ministerial. O próprio Paulo que fora influenciado pela escola de Hilel e sendo ele ex- fariseu  escreveu aos Gálatas 3.28 dizendo : para Deus não há servo ou livre, macho ou fêmea. Deus não faz acepção de pessoas. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus.! Cor. 11.11,12.
Quando a benção do matrimônio bíblico está sobre o casal, a mesma unção que está no homem, vai para a mulher, pois ambos se tornam uma só carne. A menos que a mulher não queira exercer ao lado do seu marido a função de aconselhar, agregar, abençoar, dar atenção aos necessitados, orar, ministrar a palavra, expulsar demônios, curar os enfermos, apaziguar, e a tolerar os espinhos que permeiam o ministério do marido. Caso ela queira exercer o ministério ao lado do marido, ela já tem a unção do matrimônio que une dois em um.
   Quanto a ordenação de mulher ao presbitério, realmente não há citação bíblica, nem relato que tenha ocorrido. Até porque o cristianismo nasceu no berço do judaísmo e emprestou muitas palavras e adaptou outras. Por exemplo, o presbítero na Igreja primitiva era o ancião do judaísmo, ou um rabino do Sinédrio judaico composto pelo número de 70 para dirigir o judaísmo e as questões sociais, políticas e religiosas. Como no judaísmo jamais a mulher poderia compor o Sinédrio, a Igreja primitiva não ousaria incluir a mulher tão cedo no ministério, mas na prática as mulheres do Novo testamento se destacaram exercendo todos os dons que os homens exerciam.
    Maria foi um instrumento de Deus para trazer o salvador ao mundo sem ajuda do homem. A mulher que quebrou o vaso de perfume valioso teve a aprovação testemunhal e Universal do Senhor Jesus, pois ele disse: esta mulher praticou o mais nobre  ato de bondade e misericórdia, pois fazendo isso ungiu meu corpo para ser oferecido ao mundo e por onde for pregado o evangelho na história do mundo será feito referencia a ela.
 Não há relato na bíblia que uma mulher tenha sido ordenada a pastora, como também não há relato bíblico que algum homem tenha sido ordenado a pastor. Não existe na bíblia ordenação a pastor, já que pastor era um dom ministerial conforme Ef. 4.11. Pedro estava idoso e escreveu sua carta dizendo que era um Presbítero, portanto o presbítero era o mais alto cargo ministerial. (I Pedro 5.1) Este presbítero podia exercer o pastorado se tivesse vocação para isso, ou exercer o magistério bíblico, ou exercer o apostolado, ou exercer como evangelista, ou profeta. Profeta aqui não é aquele que tem os dons espirituais de profecia. Mas aquele que prega com autoridade de um profeta, usado por Deus na revelação da inspiração bíblica.
   Não há relato que alguém tenha sido ordenado a evangelista na Bíblia, nem homem, nem mulher. Mas há relato que alguém tenha sido enviado como evangelista como Barnabé e Paulo. A mulher Samaritana foi enviada por Jesus como evangelista, mas não ordenada. Outros foram enviados como apóstolos para desbravar.      Apolo era um exímio mestre na palavra, mas não tinha sido ordenado.
 A ordenação dos doze começa com a chamada para pescar homens, algum tempo depois Jesus após a ressurreição ordena os onze dizendo: ide pregai, ensinai e batizai. A pregação pressupõe o evangelista e o apóstolo, ensinar pressupõe o Mestre e o profeta, batizar é o papel do Pastor que apascenta. Interessante que Paulo disse que não se orgulhava de batizar, mas de pregar. Paulo deixa implícito que não tinha o dom de Pastorear, pois ele afirma que tinha o dom de Apóstolo, pregador e Mestre I Tm 2.7 II Tm 1.11 .Ele afirma: eu plantei, mas Apolo apascentou e Deus deu o crescimento.
 Com essas considerações aprendemos que a mulher pode exercer o ministério, seja pregando, orando, ensinado, curando, aconselhando, dirigindo Igreja, liderando, agregando. Ou ao lado do marido ela tem a unção de Deus. A mulher pode dirigir Igreja, pois na prática já vem fazendo. Nas Igrejas da Assembleia de Deus, mesmo as mais tradicionais é evidente a existência de mulheres que dirigem congregações. É fato que muitas delas oram, pregam, expulsam demônios, curam e o resultado é o mesmo.  Em alguns casos até feito com mais amor e diligencia do que muitos homens que se acomodaram. Bíblicamente a mulher pode, nós podemos.Fl 4.13.
Veja a citação de um líder político, dos mais respeitados no Brasil e no mundo na campanha eleitoral de  2010
Por que neste país a mulher não pode nada?
Quem te limpava quando você era criança?
Quem te socorria quando você era Bebê e tinha fome e tinha dor?
Quem te carregou no ventre durante 9 meses e sentiu dor para fazer você vir ao mundo?
Quem brigava com vizinhos para te defender quando você era criança?
Quem se expunha publicamente para te dar segurança?
Quem deixava você morder o peito dela para te alimentar?
Quem levantava de madrugada várias vezes para fazer você parar de chorar?
Quem improvisava algo para você comer, mesmo quando não tinha quase nada para comer?
Com certeza não foi seu pai, foi a mulher sua mãe.

MULHER NO MINISTÉRIO
Em Romanos 16.1 Paulo faz questão de recomendar Febe que é diaconisa na Igreja em Cencréia. No grego a palavra é diaconisa, mas o sentido é diaconisando a Igreja. Não aparece a palavra dulos, que é uma serva que trabalha na Igreja. Mas uma mulher que exerce o diaconato. Em 1 Tm 3.9 Paulo diz: os Diáconos sejam honestos, não cobiçosos, nem de duas palavras , nem dado a vinho. No versículo 11 diz: Da mesma maneira as mulheres sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo. Aqui Paulo se reporta as mulheres Diaconisas e não esposas de diáconos, pois, se assim fosse ele falaria das esposas dos Presbíteros. Na Igreja primitiva mulheres judias já administravam a filantropia na Igreja, daí que foram escolhidos 7 homens judeus influenciados pela cultura grega.
  No tempo de Jesus havia 900 Sinagogas que eram administradas pelos parnasim (hebraico) e na transição para a Igreja passou a usar o termo Diácono. Mas esta palavra que significa mordomo, ou seja, um servo que administra os bens do seu patrão e não dulos, que é um servo comum, passou a significar muito para a Igreja primitiva. Ele administrava as bênçãos espirituais do evangelho pentecostal. Veja que os diáconos eram cheios do Espírito, se destacaram mais do que alguns Apóstolos, portanto eles exerciam cargo de liderança.
 Felipe era Diácono, ganhou Samaria e batizou o Eunuco da Etiópia. Então o Diácono daquela época exercia a plenitude do ministério. Diferente do Diácono hodierno local que apenas faz segurança e recolhe oferta. Febe dirigia a Igreja em Cencréia. É fato que a mulher na cultura judaica era discriminada. Os rabinos da escola de Hilel acreditavam que mulher não tinha alma. A oração do Fariseu que era influenciado pela escola de Hilel começava assim: te dou graças Adonai, porque não nasci gentio, nem mulher.
  Essa transição do Antigo Testamento para o Novo desencadeou mudanças profundas na Igreja, pois os costumes judaicos que estavam incrustados foram removidos pela pregação de Paulo. As mulheres passaram a ter mais autonomia. Até porque Jesus havia iniciado esta autonomia no seu ministério.
    Até a poligamia que existia na Igreja primitiva passou a ser rechaçada, mas isso foi um processo lento, de transição. Veja que Paulo recomenda o exercício do ministério a obreiros que tenham uma só mulher, se casado, marido de uma mulher. No Novo  Testamento a recomendação a partir daqui é para praticar a monogamia. Até nisso a mulher passou a ser  valorizada, já que a poligamia da época só permitia várias mulheres para um homem, diferente da poligamia entre os Ianomâmis do Brasil que praticam a poligamia inversa de uma mulher casada com 3 homens na mesma oca.
   Os evangelhos falam de doze discípulos, mas Lucas faz questão de mencionar um colegiado de discípulos em número de setenta, talvez por ser o evangelho do homem, cujo foco está centrado na humanidade do Salvador e 70 fala da humanidade representada nas setenta nações de Gênesis. Mas neste grupo de 70 discípulos aparecem as mulheres Suzana, Joana, Maria madalena e outras que o acompanhavam no ministério. (Lc 8.1.) Essas mulheres foram arrojadas no exercício do ministério. Algumas delas não abandonaram o Salvador na cruz, enquanto os discípulos se acovardaram e se esconderam, com exceção de João e a mãe de Jesus.
   A primeira pessoa no Novo testamento que anunciou o evangelho em Samaria foi uma mulher. Depois veio Felipe, mas a cidade já conhecia a pregação da mulher do poço de Jacó.
   A primeira pessoa a visitar o sepulcro e esperar pela ressurreição foi uma mulher, daí que Jesus ao ressuscitar apareceu primeiro a mulher. Os discípulos não foram esperar a ressurreição, só depois da notícia, e mesmo assim ficaram em dúvida porque a notícia vinha pela boca de mulher.
 O Novo Testamento deixa a impressão de que a mulher tem uma inteligência religiosa superior a dos homens. Não confundir com a intelectualidade do conhecimento bíblico teórico. Jesus nunca disse para um homem, grande é a tua fé, mas disse para a mulher Siro-Fenícia: O mulher, grande é a tua fé, seja feito conforme a seu pedido.
  Dorcas fundou uma associação beneficiente na Igreja primitiva como isca para ganhar milhares de pessoas. A mãe de Marcos ofereceu sua casa para sediar a Igreja pondo sua vida em risco.    Priscila e Aquila expuseram suas vidas em risco evangelizando em Corinto junto com Paulo e ali fundaram a Igreja.
  Dionísio e Thamires se convertem em Atenas e se tornam lideranças na Igreja da Grécia, segundo a tradição da Igreja. A própria tradição da Igreja medieval afirma que Maria Madalena foi Bispa no II século.
   Paulo recomenda que a mulher não fale na Igreja em Corinto para não se confundir com o templo de Afrodite, deusa da sexualidade que habitava em Corinto. Ele chega afirmar que nesta cidade seria indecente a mulher falar na Igreja, no grego está imoral, por conta da deusa Afrodite.
     Em Rm 16.7 Paulo diz: saudai a Andrônico e Júnias que se destacaram entre os apóstolos. O apostolado era um dom ministerial que a pessoa desbrava o evangelho numa região ainda não alcançada. Não que houvesse o cargo de apóstolo, mas o dom ministerial. O próprio Paulo que fora influenciado pela escola de Hilel e sendo ele ex- fariseu  escreveu aos Gálatas 3.28 dizendo : para Deus não há servo ou livre, macho ou fêmea. Deus não faz acepção de pessoas. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus.! Cor. 11.11,12.
Quando a benção do matrimônio bíblico está sobre o casal, a mesma unção que está no homem, vai para a mulher, pois ambos se tornam uma só carne. A menos que a mulher não queira exercer ao lado do seu marido a função de aconselhar, agregar, abençoar, dar atenção aos necessitados, orar, ministrar a palavra, expulsar demônios, curar os enfermos, apaziguar, e a tolerar os espinhos que permeiam o ministério do marido. Caso ela queira exercer o ministério ao lado do marido, ela já tem a unção do matrimônio que une dois em um.
   Quanto a ordenação de mulher ao presbitério, realmente não há citação bíblica, nem relato que tenha ocorrido. Até porque o cristianismo nasceu no berço do judaísmo e emprestou muitas palavras e adaptou outras. Por exemplo, o presbítero na Igreja primitiva era o ancião do judaísmo, ou um rabino do Sinédrio judaico composto pelo número de 70 para dirigir o judaísmo e as questões sociais, políticas e religiosas. Como no judaísmo jamais a mulher poderia compor o Sinédrio, a Igreja primitiva não ousaria incluir a mulher tão cedo no ministério, mas na prática as mulheres do Novo testamento se destacaram exercendo todos os dons que os homens exerciam.
    Maria foi um instrumento de Deus para trazer o salvador ao mundo sem ajuda do homem. A mulher que quebrou o vaso de perfume valioso teve a aprovação testemunhal e Universal do Senhor Jesus, pois ele disse: esta mulher praticou o mais nobre  ato de bondade e misericórdia, pois fazendo isso ungiu meu corpo para ser oferecido ao mundo e por onde for pregado o evangelho na história do mundo será feito referencia a ela.
 Não há relato na bíblia que uma mulher tenha sido ordenada a pastora, como também não há relato bíblico que algum homem tenha sido ordenado a pastor. Não existe na bíblia ordenação a pastor, já que pastor era um dom ministerial conforme Ef. 4.11. Pedro estava idoso e escreveu sua carta dizendo que era um Presbítero, portanto o presbítero era o mais alto cargo ministerial. (I Pedro 5.1) Este presbítero podia exercer o pastorado se tivesse vocação para isso, ou exercer o magistério bíblico, ou exercer o apostolado, ou exercer como evangelista, ou profeta. Profeta aqui não é aquele que tem os dons espirituais de profecia. Mas aquele que prega com autoridade de um profeta, usado por Deus na revelação da inspiração bíblica.
   Não há relato que alguém tenha sido ordenado a evangelista na Bíblia, nem homem, nem mulher. Mas há relato que alguém tenha sido enviado como evangelista como Barnabé e Paulo. A mulher Samaritana foi enviada por Jesus como evangelista, mas não ordenada. Outros foram enviados como apóstolos para desbravar.      Apolo era um exímio mestre na palavra, mas não tinha sido ordenado.
 A ordenação dos doze começa com a chamada para pescar homens, algum tempo depois Jesus após a ressurreição ordena os onze dizendo: ide pregai, ensinai e batizai. A pregação pressupõe o evangelista e o apóstolo, ensinar pressupõe o Mestre e o profeta, batizar é o papel do Pastor que apascenta. Interessante que Paulo disse que não se orgulhava de batizar, mas de pregar. Paulo deixa implícito que não tinha o dom de Pastorear, pois ele afirma que tinha o dom de Apóstolo, pregador e Mestre I Tm 2.7 II Tm 1.11 .Ele afirma: eu plantei, mas Apolo apascentou e Deus deu o crescimento.
 Com essas considerações aprendemos que a mulher pode exercer o ministério, seja pregando, orando, ensinado, curando, aconselhando, dirigindo Igreja, liderando, agregando. Ou ao lado do marido ela tem a unção de Deus. A mulher pode dirigir Igreja, pois na prática já vem fazendo. Nas Igrejas da Assembleia de Deus, mesmo as mais tradicionais é evidente a existência de mulheres que dirigem congregações. É fato que muitas delas oram, pregam, expulsam demônios, curam e o resultado é o mesmo.  Em alguns casos até feito com mais amor e diligencia do que muitos homens que se acomodaram. Bíblicamente a mulher pode, nós podemos.Fl 4.13.
Veja a citação de um líder político, dos mais respeitados no Brasil e no mundo na campanha eleitoral de  2010
Por que neste país a mulher não pode nada?
Quem te limpava quando você era criança?
Quem te socorria quando você era Bebê e tinha fome e tinha dor?
Quem te carregou no ventre durante 9 meses e sentiu dor para fazer você vir ao mundo?
Quem brigava com vizinhos para te defender quando você era criança?
Quem se expunha publicamente para te dar segurança?
Quem deixava você morder o peito dela para te alimentar?
Quem levantava de madrugada várias vezes para fazer você parar de chorar?
Quem improvisava algo para você comer, mesmo quando não tinha quase nada para comer?
Com certeza não foi seu pai, foi a mulher sua mãe.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Século XXI, século da espiritualidade

Século XXI, Século da Espiritualidade?

A característica básica do século XXI será a consolidação do processo de globalização. Esse fenômeno deve ser corretamente entendido. Ele não é apenas um dado econômico, político e cultural, afetando os seres humanos. Ele tem a ver com a história da própria Terra como Planeta. Mais e mais ganha adesão na consciência coletiva que a Terra é um superorganismo vivo que tem bilhões de anos de evolução e de história. A Terra é parte da história do universo; vida é parte da história da Terra e a vida humana é parte da história da vida. Cosmos, Terra, vida e humanidade não são realidades justapostas mas formam um todo orgânico.Como humanos, somos filhos e filhas da Terra, melhor ainda, somos a própria Terra que chegou ao seu momento de consciência, de sentimento, de liberdade e de responsabilidade. A globalização se insere dentro desta perspectiva universal. Os seres humanos que estavam dispersos em suas culturas, confinados em suas linguas e estados-nações, agora estão voltando de seu longo exílio rumo à casa comum que é o Planeta Terra. A globalização representa esse momento novo da Terra e da espécie humana. Todos se encontram como num único lugar: no Planeta Terra. A partir de agora não haverá tanto a história da Alemanha ou do Brasil, mas a história da humanidade unificada e globalizada, unida com a história da Terra.

Esse fenômeno novo foi detectado com grande impacto emocional pelos astronautas em suas naves espaciais ou da Lua. Muitos deles, pasmados, confessaram: "daqui da Lua não há distinção entre russos e norte-americanos, entre brancos e negros, entre Terra e humanidade; somos uma única realidade viva, irradiante e frágil como uma bola de Natal dependurada no fundo negro do universo; temos o mesmo destino comum; devemos aprender a amar a Terra como a nossa Casa Comum".

A globalização traz consigo uma consciência planetária. Temos apenas esse Planeta para morar. Importa cuidar dele como cuidamos de nossas casas e de nossos corpos. E estamos todos ameaçados seja pelo arsenal de armas nucleares e químicas já construidas e armazenadas que podem destruir a biosfera, seja pela sistemática agressão aos ecosistemas que colocam em risco o futuro do Planeta. Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve alguns e deixe pereceber os demais. Ou nos salvamos todos, biosfera e humanos, ou pereceremos todos.

Essa consciência coletiva forçará a criação de orgnismos internacionais destinados a gerenciar os interesses coletivos destinados a garantir um destino comum para todos e para o Planeta. Mais e mais nos sentiremos como uma única sociedade mundial, una pelas convergências comuns e diversa pelas expressões culturais diferentes de realizar essa unidade. Sentir-nos-emos como uma única família, a família dos humanos. Esse sentimento de família irá criar uma nova solidariedade. O escândalo de dois terços da humanidade, feita de pobres e marginalizados será tido como intolerável. Far-se-ão políticas globais para criar um tipo de sociedade mundial na qual todos possam caber com um mínimo de dignidade. Haverá mais justiça societária e menos violência no mundo.

O fenômeno da globalização e de sua correspondente consciência planetária dão origem a um outro paradigma civilizacional. Ele se caracteriza por um novo modo de relacionar-se com a natureza e com os povos, por uma nova forma de produção, por uma redefinição da subjetividade humana e do trabalho. Vamos considerar alguns destes pontos.

Na medida em que cresce a consciência planetária cresce também a convicção de que a questão do meio-ambiente, da ecologia, é o contexto de tudo, das políticas públicas, da indústria, da educação e das relações internacionais. Os recursos não renováveis estão se exaurindo e o equilíbrio físico-químico do Planeta está profundamente afetado. Ou mudamos de padrão de comportamento para com a natureza ou vamos ao encontro do pior. Por isso a sociedade do século XXI consumirá com mais responsabilidade. Fará uma nova aliança de respeito e de veneração com a natureza. O desenvolvimento se fará com a natureza e não contra ela ou à custa dela, como se fez durante séculos.

Haverá um pacto social mundial entre os povos baseado em três valores fundamentais que todos assumirão: (1) salvaguardar as condições para que o Planeta Terra possa continuar a existir e a co-evoluir; (2) garantir o futuro da espécie humana como um todo e as condições de seu ulterior desenvolvimento;(3) preservar a paz perpétua entre os povos como um meio de solução de todos os conflitos que sempre existirão.

A sociedade do século XXI será profundamente uma sociedade do conhecimento, da informação e da automação. Terá incorporado socialmente a nova natureza do processo tecnológico. A tecnologia inaugura uma nova história. Até agora as sociedades se construiram sobre a força do trabalho humano, completado e potenciado pela máquina. O trabalho construíu tudo, modificiou a natureza e originou a cultura. Agora o robot e os computadores substituem o ser humano. Milhões de trabalhadores são dispensados. Nem sequer entram a compor o exército de reserva de mão de obra a serviço do capital. São excluidos do processo produtivo.

Como ocupá-los com sentido? Como passar do pleno emprego para a plena atividade? Os trabalhadores deverão ser flexíveis, mostrar habilidade para trabalhos e atividades produtivas não vinculadas ao mercado. Possivelmente o ministério da cultura e do desporto será um dos ministérios mais importantes dos governos futuros, pois eles deverão criar alternativas de ocupação para milhões que estarão fora do mercado do trabalho assalariado. Por outra parte, o trabalho, libertado do regime de salário, assumirá seu sentido originário de atividade plasmadora da natureza a partir da criatividade humana. Os autômatos libertarão o ser humano do regime da necessidade de ter que trabalhar para viver. Eles inauguram o regime de liberdade que permite ao ser humano expressar-se de uma forma que somente ele, sujeito livre e criativo, poderá fazer.

A nova relação para com a natureza no sentido de um reencantamento e de maior benevolência fará que milhões trocarão as cidades pela vida no campo ou em cidades menores integradas ecologicamente com o meio-ambiente. A preocupação pela qualidade de vida fará que as megalópoles sejam transformadas profundamente pela recuperação dos rios, das paisagens, da pureza da atmosfera e de sua riqueza cultural.

A automação do processo produtivo que aludimos acima abrirá um espaço muito grande para a liberdade humana, para o tempo livre e para o lazer. O encontro das culturas mostrará formas diferentes de sermos humanos O homem terá menos coações sociais e mais liberdade para decidir seu projeto pessoal. Os valores da subjetividade, a singularidade de cada pessoa, suas preferências e filosofias de vida serão vistos positivamente como riqueza e não como ameaça à unidade humana. O ser humano, devido à educação ecológica incorporada em todas as instâncias, será mais sensível, mais compassivo, mas respeitoso e mais cooperativo.

A liberdade conquistada redefinirá o estatuto da família. Ela não se ordena, primeiramente, à procriação. Ela será o espaço onde a experiência do amor e da intimidade poderá ganhar estabilidade e se transformar num projeto a dois. As coações sociais e legais continuarão, pois a história da desigualdade e até de guerra entre os sexos possui milhares de anos e se cristalizou em arquétipos do inconsciente coletivo e em certos padrões de comportamento social. Mas de forma crescente os parceiros organizam suas relações de forma mais igualitária e democrática como expressão criativa de seus sentimentos e menos como ajustamento a imposições sociais.

Talvez uma das transformações culturais mais importantes no século XXI será a volta da dimensão espiritual na vida humana. O ser humano não é somente corpo que é parte do universo material. Não é também apenas psiqué, expressão da complexidade da vida que se sente a si mesmo, se torna consciente e responsável. O ser humano é também espírito, aquele momento da consciência no qual ele se sente parte e parcela do Todo, ligado e re-ligado a todas as coisas. É próprio do espírito colocar questões radicais sobre nossa origem e nosso destino e se perguntar pelo nosso lugar e pela nossa missão no conjunto dos seres do universo. Pelo espírito o ser humano decifra o sentido da seta do tempo ascendente e se inclina, reverente, face Àquele mistério que tudo colocou em marcha. Ousa chamá-lo por mil nomes ou simplesmente diz Deus.

Mais do que religião o ser humano busca espiritualidade. A religião codifica uma experiência de Deus e dá-lhe a forma de poder religioso, doutrinário, moral e ritual A espiritualidade se orienta pela experiência de encontro vivo com Deus, prescindo do poder religioso. Esse encontro é vivido como gerador de grande sentido e de entusiasmo para viver.

O século XXI será um século espiritual que valorizará os muitos caminhos espirituais e religiosos da humanidade ou criará novos. Essa espiritualidade ajudará a humanidade a ser mais corresponsável com seu destino e com o destino da Terra, mais reverente face ao mistério do mundo e mais solidária para com aqueles que sofrem. A espiritualidade dará leveza à vida e fará que os seres humanos não se sintam condenados a um vale de lágrimas mas se sintam filhos e filhas da alegria de viver juntos nesse mundo.

Leonardo Boff

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

NATAL, O CÂNTICO DE MARIA

O cântico de Maria é mais um paralelismo bíblico poético como muitos outros inspirados no pentatêuco, nos salmos e nos proféticos. O livro de Gênesis começa com paralelismo, era uma técnica usada pelos rabinos para decorar a bíblia e estudá-la.
O paralelismo compunha-se de uma frase de oração seguida de outra oração que concordava com a primeira ou discordava ou concluía ou se completavam. O primeiro livro da Bíblia começa com paralelismo. No princípio criou Deus os céus e a terra.
Segunda oração: e a terra era sem forma e vazia. Temos aqui paralelismo explicativo.
Nos salmos encontramos muitos paralelismos antitéticos, quando a primeira oração difere da segunda ressaltando a diferença do justo e do ímpio. O Salmo 23 é todo paralelismo que concorda com as frases seguintes em cadeias de temas. Isaías usou paralelismo ao dizer: O boi conhece o seu possuidor, mas meu povo não me conhece.
Jesus usou paralelismo antitético ao afirmar que as andorinhas tem ninhos e as raposas covis, mas o filho do homeme não tem onde morar. O sermão do monte é todo paralelismo. Paulo usou paralelismo ao dizer: O salário do pecado é a morte , mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna. Em toda a escritura sagrada o paralelismo tem uma dinâmica que embeleza a literatura bíblica.
No evangelho de Lucas escrito aos gregos que apresenta Jesus como filho do homem o Espírito Santo envolve Maria com sua sonbra e inspria nela um dos mais lindos paralelismos de edificação salvífica. Maria exultou a Deus com brados de sua alma e do seu fôlego ao afirmar: a minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque atentou para a minha humildade. Lucas é o evangelho do Natal, dos cãnticos de graça e salvação. Não foi nos palácios que Deus escolheu uma jovem para acolher o salvador. Não foi nas metrópolis de Jerusalem ou de Roma que Deus escolheu a mãe do Salvador. Foi numa pequena cidade, alías, a menor cidade da Judéia. Foi de uma familia pobre que Deus escolheu Maria, ela não pôde ofertar cordeiro, teve que ofertas par de rolinha, pois era pobre.
O Natal de hoje parece que contrapõe a tudo que o Novo Testamento com sua beleza nos inspira. O Natal do consumismo, o natal dos que só querem receber, o Natal dos poderosos, dos ricos. Deus tem seu próprio critério para escolher, e esse critério não segue a lógica humana, pois Deus escolheu as coisas loucas para confundir as sábias e Deus escolheu as coisas que não são para confundir as que são. Maria engrandece ao senhor por que ele escolheu a pequena, uma moça da roça, desconhecida da sociedade. Por isso maria engrandece ao Senhor.Sua misericórdia é de geração em geração para aqueles pequenos que o temem. Com a força do seu braço dispersou os homens de coração orgulhoso. (O orgulho foi o primeiro pecado antes da bíblia e no início da bíblia com Adão e Eva querendo ser igual a Deus).Destronou pederosos, mas exaltou os humildes. Encheu de riquesa os pobres, mas despediu os ricos de mão vazia.
Socorreu Israel seu servo, lembrando de sua misericórdia. Conforme prometeu a Abraão, assim cumpriu em mim a sua palavra.
Natal do evangelho é isso, orgulhosos não entram no Reino de Deus, mas os humildes entram. Os que confiam em riquezas não entram, mas os que confiam no Senhor entram. Os ricos ficam pobres e os pobres ficam ricos, pois o Reino de Deus não é comida, nem bebida, nem consumimo, mas gozo, paz e alegria do Espírito Santo. Natal do evangelho é gratidão, é compartilhar, é ver a glória de Deus nas coisas pequenas e nas dificuldades. Natal é Deus descendo, se apequenando para nos buscar, para se aproximar de nós. Natal é o Espírito Santo nos alegrando, por que ele escolheu os pequenos. Jesus disse em paralelismo que quem quiser ser grande aqui será pequeno no reino de Deus, mas quem quiser ser pequeno aqui, será grande no Reino de Deus. Jesus em sua oração ao Pai, se alegrou em seu Espírito e orou dizendo: te dou graças ó pai, por que ocultaste essas coisas aos sábios e entendidos e revelastes aos pequeninos, por que foi assim do teu agrado.Ninguém conhece o Pai, senão o Filho e ninguém conhece o filho senão o Pai e aquele que ele quer escolher e revelar.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

STF ACEITA DENÚNCIA CONTRA DEPUTADO-PASTOR ACUSADO DE PECULATO

STF ACEITA DENÚNCIA CONTRA DEPUTADO-PASTOR ACUSADO DE PECULATO


O deputado federal Hidekazu Takayama (PSC-PR), que é também ministro evangélico, vai responder a ação penal, no Supremo Tribunal Federal, acusado 12 vezes de peculato. Na sessão plenária desta quinta-feira, o plenário do STF — foro especial para processar e julgar congressistas - aceitou, por unanimidade, denúncia formulada pelo procurador-geral da República, segundo a qual o parlamentar nomeou 12 “funcionários fantasmas” ou “gafanhotos” para o seu gabinete, no período 1999-2003, quando era deputado estadual.
De acordo com a sustentação oral da vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, as pessoas nomeadas por Takayama para cargos em comissão em seu gabinete, na Assembléia Legislativa paranaense, trabalharam para ele em caráter privado, ou na casa do deputado ou no estúdio de gravações do pastor evangélico.
O Ministério Público tomou conhecimento da prática do crime de que é acusado em conseqüência de ações trabalhistas movidas por alguns dos nomeados, que reivindicavam “salários” que não chegaram a receber. O advogado do deputado-pastor rejeitou a peça acusatória do MP, afirmando que as investigações basearam-se, principalmente, em depoimentos dos nomeados, que receberam os vencimentos pela Assembléia Legislativa, e que pretendiam “duplicar” essas quantias, em ações trabalhistas.
No entanto, o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito, considerou os fatos imputados a Takayama como “devidamente descritos pelo MP”. Os demais ministros também entenderam que havia “justa causa” para o início da ação penal, e o deputado passa a ser réu, acusado de peculato (“Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio”. Pena de reclusão de dois a 12 anos).
FONTE:JORNAL DO BRA