Este blog não é apologético, nem pretende ser. A teologia é uma junção da dialética de platão com o verbo vivo de Deus-Jesus. Jesus não fez apologética, deixou isso para os Farizeus e Saduceus. Jesus interagiu com seus alunos não só mostrando o caminho, mas fazendo deles cientistas.A dialética era a tônica de sua doutrina tanto na forma como no conteúdo.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Por que sofremos
O sofrimento é parte integrante da vida do ser humano, por isso todos sofrem. O sofrimento é intenso e doloroso quando perdemos pessoas que amamos. Sofremos intensamente quando sentimos dor física, seja de parto, de rim ou de coluna. No entanto, a dor do sofrimento tem sido muito mais dramática e intensa na vida de alguns, enquanto de outros, nem tanto. Isso ocorre quando encaramos o sofrimento por vários ângulos. Ou seja, não é tanto a tragédia em si que nos faz sofrer, mas a forma que encaramos a tragédia. Nos países de cultura religiosa, cuja crença sedimenta-se na premissa de que não há vida pós-morte, a morte passa a ser encarada com mais dramaticidade e frustração do que nos países em que se crê que após a morte irão rever seus entes queridos. Quando perdemos bens materiais também sofremos intensamente, há pessoas que até suicidam, mas esse sofrimento pode ser minorado e muito por pessoas que não valorizam bens materiais. A filosofia oriental budista propõe que o segredo da felicidade está na supressão dos desejos. Ou seja, se eu perder um bem, mas não perder a saúde e a vida, é como se nada tivesse perdido. Se alguém está acostumado comer em tigela ou travessa, o dia que precisar comer de pires, será como se o mundo tivesse desabando. Os que exercitam essa supressão do desejo, ou seja, aqueles que são comedidos e abstêmios encaram a perca com pouca intensidade, portanto sofrem menos. O ilusionismo, crença da filosofia budista, propõe que tudo que é belo é ilusão, ou seja, se é ilusão, o dia que as pessoas que acreditam nisso perderem seus bens, encararão a perca das coisas belas com menos intensidade do que os materialistas. O ascetismo, crença segundo a qual o ser humano deve abrir mão de bens materiais para ser feliz, está enraizado em quase todas as culturas religiosas. João Batista era asceta no sentido mais lato da palavra, ele seguia uma rigorosa dieta alimentar da tradição judaica, vestia uma roupa ultrapassada para sua época e pregava contra o descontrole dos desejos sexuais. Jesus foi analisado por muitos estudiosos como adepto da filosofia sínica, teoria segundo a qual, o desprendimento dos bens materiais redundava em alto valor moral e religioso. No entanto, não obstante o mestre Jesus ter ensinado a abstinência, jamais usou isso para demonstrar valor moral e religioso, o que muitos faziam ao dar grandes quantias de esmolas. Certa vez Diógenes que era filosofo sínico, ao chegar na casa de Platão, fez a seguinte pergunta: posso pisar com meus pés sujos e pobres na sua vaidade, se referindo ao tapete vermelho de Platão, Platão retrucou: pode limpar sua vaidade na minha vaidade. Com isso aprendemos que usar a abstinência para tirar proveito religioso não é salutar, mas aprender com Jesus a viver uma vida feliz aqui na terra é salutar e vale a pena. Jesus disse que o ser humano vale mais do que todo o universo cósmico. Ele disse que a vida de um homem ou mulher não se resume nos bens que possui. Ele ensinou investir no ser humano ao invés de acumular riquezas. Ele ensinou a Paulo que nos ensinou, que nada trouxemos para este mundo quando fomos paridos, e nada levaremos daqui quando partirmos para a eternidade. Ele ensinou-nos a entrar em acordo na ante-sala dos tribunais de Justiça. Ele ensinou-nos a rever nossos conceitos para não persistirmos nos erros. Ele ensinou-nos a refletirmos antes de tomar atitudes precipitadas. Portanto, o discipulado de Jesus pode ser um caminho bastante sadio para encarar o sofrimento. Quando sofremos e nos culpamos por isso, o sofrimento se torna muito maior, mas quando nos perdoamos, e pedimos perdão, o sofrimento pode ser minorado. Quando fazemos tempestade em copo dágua, além de sofrermos, fazemos outros sofrerem. Quando somos mesquinhos ao levantarmos questões menores em detrimento das maiores, atraímos um baixo-astral ao nosso redor que gera sofrimento. Quando invejamos ou desejamos o mal, nos apequenamos, nos machucamos e sofremos. Mas quando encaramos as coisas com serenidade, quando perdoamos, quando nos calamos na hora certa e falamos na hora exata, as coisas vão se encaixando, o tempo vai passando, aquilo que encarávamos como mal, passa a redundar em bem, aquilo que era obscuro, logo vem a lume. O que era mau, passa a se comportar como bom. O sofrimento realmente existe, mas saber encará-lo pode amortecer a dor em 80%(oitenta por cento).Há um fato que deixamos passar desapercebidos, é que as coisas que nos inquietam ou que nos faz sofrer, marcam com mais intensidade do que as coisas prazerosas. Por exemplo, se uma pessoa é acometida de uma enfermidade por quinze dias, durante esse percurso ficará a impressão de que o tempo não passou rapidamente. Já, quando essa pessoa goza de perfeita saúde ficará a impressão de que o tempo passou rapidamente. Essa mesma pessoa ficará marcada pelos quinze dias de dor, mas esquecerá que durante outros 350 dias do ano, gozou de perfeita saúde. Uma laranja possui em média 3% do seu conteúdo de sementes, o descuido na hora de chupar a laranja poderá nos causar um desconforto irreparável, provocando até a morte por asfixia em decorrência de uma semente atravessada na garganta. Esquecemos que Deus nos proporcionou as coisas boas da vida para ser desfrutadas, mas também nos ensinou a desviarmos das coisas más. A Bíblia diz : todo dom perfeito vem do Pai da luzes, em quem não há mudança e nem sombra de variação. A vida é boa, não obstante, os obstáculos que surgem diante de nós. Esse desafio de encararmos os maiores problemas e resolve-los só irá nos fazer crescer em graça e amadurecimento cristão.
sábado, 23 de julho de 2011
LICAO BIBLICA ESCOLA DOMINICAL 3 TRIMESTRE
Quer apronfundar no tema Reino de Deus, veja as materias sobre o Reino aqui neste blog
quarta-feira, 20 de julho de 2011
CIDADANIA E CRISTIANISMO
A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social. ”
A cultura grego-romana há mais de dois mil anos institui os parâmetros para os processos articuladores da cidadania, como por exemplo, a instituição do senado, do voto, dos direitos e deveres dos cidadãos dentro de um estado organizado por poderes instituídos. Deus, no entanto, já havia se preocupado com isso quando entregou as tábuas da Lei para Moises e outras leis que permitiam garantir os direitos dos judeus dentro da comunidade e regulavam os deveres de cada judeu para o exercício da cidadania do povo de Israel.
As duas tábuas da Lei representavam todo este conjunto de leis do Pentateuco.
I. Cidadania no Antigo Testamento
O Antigo Testamento era uma aliança que visava preservar a cidadania de um povo, fazendo com que este povo desse exemplo positivo ao mundo e através deste povo cumprir a promessa da vinda do Salvador e redentor Jesus Cristo.
A primeira tábua que Moises recebeu escritas pelas mãos do Senhor trazia esta proposta e visava a estabilidade social deste povo. Ela tinha quatro códigos, aquilo que o homem deve a Deus. A segunda tábua com a mesma finalidade tinha seis códigos, deveres do homem para com o homem.
I. Não terás outros deuses.
Este código é pertinente à alteridade, ou seja, leva o homem a adorar ao único e verdadeiro Deus. Ao mesmo tempo visa organizar a sociedade a obediência da instituição maior e mais sagrada que existe, àquele que é Rei, Juiz, legislador e senhor. As leis que regulam as cerimônias religiosas estão em Lv capitulo 1 ao 9.
II. Não farás para ti imagem de escultura.
Este código tem um significado muito mais abrangente do que se pode imaginar. A imagem está relacionada àquilo que pode distrair o ser humano desviando-o dos verdadeiros valores. O valor maior que é Deus e os valores e virtudes inerentes ao ser humano que propiciam o bem comum da sociedade. O termo “não te encurvarás á imagens” é claro.
III. Não tomarás o nome de Deus em vão.
Este é o mandamento contra qual as religiões mais pecam, pois algumas usam o nome de Deus em vão, com textos isolados da bíblia, reforçando teorias não para o interesse do Reino de Deus, mas para o seu próprio interesse.
Além de corrigir distorções bíblicas e heresias, evita que um líder faça injustiça ao povo querendo colocar um fardo que Deus não instituiu para o povo, preservando as garantias da cidadania do povo.
IV. Lembra de um dia de descanso.
No hebraico o termo não significa o 7º dia, mas descanso, portanto um dia de descanso que proporciona ao ser humano mais tempo para se dedicar a Deus. Ao mesmo tempo da ao ser humano um direito que visa preservar sua saúde, já que esta maquina fabricada por Deus precisa de descanso. Este direito nos beneficia até hoje nas garantias das jornadas de trabalho e dos dias de descanso. As leis sanitárias que visam preservar a saúde do povo está regulamentada em DT 14, Lv 11, 12,13,14,15.
V. Honra o teu pai e tua mãe.
Este mandamento esta relacionado ao código civil, e já é da segunda tábua, deveres do homem para com o homem. Este mandamento valoriza a família, célula matiz da sociedade. A família bem estruturada e saudável certamente produzirá uma sociedade saudável. Os direitos e deveres de família são as leis civis regulamentadas por Moises em Deuteronômio 20,22 e 24.
VI. Não matarás
Este mandamento se relaciona ao código criminal e está regulamentado em Dt 19 Êxodo 21 a 23. DT 35.30 a 34
VII.Não adulterarás
Este mandamento, também na área civil esta relacionado à família e suas garantias. Sua regulamentação está em Dt 20, 22 e 24 e Êxodo 21 a 23, Lv 18. O adultério é como arrombar a cerca que demarca o limite de uma família, é como arrombar uma porta do vizinho. E um convite a guerra e destruição da família.
VIII.Não furtarás
Esta lei é de código penal e sua regulamentação está Êxodo 21 a 23 e também está relacionada a leis sociais e econômicas Dt 15, Nm 21, lv 25 e 26.
IX. Não dirás falso testemunho
Este código está relacionado a danos morais e está regulamentado por Ex 23. 1 a 9.
X. Não cobicarás.
Código relacionado a direito de propriedade e respeito à família e herança.Lv 25 e 26 Ex 22 e 23.
O Pentateuco forma um conjunto de deveres e direitos dos cidadãos judeus que alem de pedagógico visa preservar o exercício pleno de cidadania de um povo. Em Dt 28 Moises escreveu inspirado por Deus dizendo: se vocês cumprirem esses deveres vocês terão as garantias da plena cidadania. Serão benditos na terra, na cidade, no campo, seus filhos serão benditos. As colheitas de vocês serão abençoadas e em tudo que vocês tocarem serão abençoados.
Deus não estava preocupado só com os deveres religiosos do povo, mas preocupado com o todo do ser humano, com o seu bem estar em todos os níveis. Portanto é dever do crente exercer sua cidadania nas questões sociais, políticas, econômicas, educacionais, culturais, geográficas e religiosas.
II. A cidadania no Novo testamento
No Novo Testamento temos Jesus como mediador de uma nova aliança, com uma nova proposta. O cântico de Maria reflete um clamor em defesa da cidadania com vinda do Salvador. Ela disse: despediu os ricos de mãos vazias e encheu de bens as mãos dos pobres.
Jesus desceu de sua gloria para resgatar o ser humano nas garantias de cidadania plena e especialmente na garantia inalienável da cidadania celestial, que é a vida eterna. A prova está nos escritos dos evangelhos, cujo tema central é o reino de Deus.
O que e o reino de Deus?
Do grego basiléia, significa o plano Universal de salvação para resgatar o ser humano. O reino de Deus é gozo, paz e alegria no Espírito Santo. Rm 14.17
Os judeus esperavam o reino de Deus na perspectiva dos tempos áureos do rei Davi. Um reino de glamour e de esperança para o resgate da cidadania judaica. Jesus, porem, trouxe um reino espiritual que governa o centro das emoções do ser humano e o resgata da iniqüidade que é corrupção nos seus diversos níveis. Daí que o reino de Deus é uma proposta divina de conquista.
Enquanto os romanos queriam conquistar etnias com suas riquezas, o Reino de Deus queria conquistar pessoas para o exercício da cidadania aqui e agora e principalmente para o exercício da cidadania celestial. Tanto que o Reino de Deus está em duas esferas, a esfera presente e a futura. Para entrarmos na futura, temos que exercitar a esfera presente.
II. 1. A cidadania no Reino presente
Em Mt 3.2 João Batista começou pregar no deserto anunciando: arrependei-vos, porque o reino de Deus já esta presente entre vós. A primeira proposta e exigência para entrar no reino é mudança de postura, de vida, de comportamento, porque para entrar no reino futuro tem que estar no reino presente. Jesus havia nascido. Tornou-se homem no cumprimento das promessas da Antiga aliança. Manifestou para desfazer as obras do Diabo.
II. 2.Como se processa o reino de Deus?
*O reino de Deus gerou a Igreja-comunidade universal dos filhos de Deus.
*Deus e doador do reino, os homens podem pregar o reino, mas somente Deus dará aos homens. Lc 10.9 Lc 12.32.
*A Igreja e a estrutura do reino de Deus, coluna e firmeza da verdade Mt 16.19.
*Jesus e o Rei, dai que devemos obedecer a suas palavras. Jesus disse: quem guardar as minhas palavras, meu pai o amará, viremos para ele e faremos nele morada.
*O Espírito Santo e a dinâmica do reino de Deus, inaugurou a Igreja com poder Pentecostal e Ele convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Jo 16.8,9,10.
*O evangelho é o poder do reino. Rm 1.16
*Os súditos deste reino são os crentes que nasceram de novo por obra e graça do espírito santo. Joao 3.5.
II. 3.Por que Deus quis nos dar o Reino?
Porque o reino dos homens havia se corrompido com ganância, com a mentira, com a vaidade, com a iniqüidade, com a hipocrisia, com o orgulho, com a devassidão e todas as obras infrutuosas da carne. Por isso o Espírito Santo produz um fruto de graças que combate essas obras malignas.
E acima de tudo porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o filho unigênito para todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Jo 3.16.
II. 4.Para que Deus quis nos dar o reino?
Para nos resgatar do reino das trevas e nos transportar para o Reino do seu filho amado a fim de nos reconciliar com Deus, nos fazendo irrepreensíveis para produzirmos bons frutos e Co 1.13,20, 22.
E para dissipar o reino das trevas Mt 12.28
II. 5.Quem pode entrar no Reino?
Os que praticam o exercício da cidadania aqui e agora, os que se arrependem e mudam de postura pelo reino, os humildes, os limpos de coração, os mansos, os pacificadores, os perseguidos por causa da justiça, os que ensinam e cumprem os mandamentos, os que praticam a justiça, os que fazem à vontade do Pai. Mt 5.1-16. Mt 7.21 Os que de longe, do ocidente e do oriente quem vêem em busca do reino. Mt 8.11.
II. 6. Quem não entrará no Reino de Deus?
Os que confiam em riquezas MT 19.23, Mc 10.23
Os religiosos que não obedecem à vontade do Pai Mt 7.21.
Os devassos, os idólatras, os adúlteros, os efeminados, os bêbados, os maldizentes, os ladrões. I Co 6.9.
Os impuros, os avarentos, o mesmo que idólatra. Ef 5.5.
Os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os idolatras e os mentirosos Ap 22.15
Os injustos I Co 6.9.
II. 7. O que não e o Reino de Deus
Não e monopólio eclesiástico Mt 8.11
Não e comida, nem bebida, nem consumismo Rm 14.17.
Não é religiosidade. Mt 7.21
Não consiste em palavras persuasivas, mas poder do Espírito Santo I co 4.20.
II. 8. Qual deve ser nossa postura em relação ao Reino?
Deve ser buscado com oração e atitudes Mt. 6.33
Devemos buscar a humilde posição das crianças Mt 18.3
Devemos pregar o Reino e ensinar sobre ele Mc 16.15 Mt 28.19
Devemos priorizar o Reino Mt 6.33
Devemos obedecer ao Reino MT 7.21
Orar por sua vinda Mt 6.10
Recebê-lo, herdá-lo e possuí-lo Mc 10.15 Mt 25.34.
Entrar nele Mt 23.13
Procurar por ele Lc 23.51
Esperar por sua vinda Mc 15.43
II. 9.Quais os mistérios e paradoxos do Reino?
Nem todos têm o privilégio de conhecê-lo Mt 13.11
O reino é dos pequenos mt 18.3
Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no Reino
Meretrizes e pecadores precedem religiosos no reino Mt 21.31
O reino será tirado de muitos religiosos e dado a quem produz frutos. Mt 21.43
O reino de Deus não vem com aparência Is. 53 Lc 17.20
Satanás oferece a beleza e a gloria deste mundo em troca do Reino de Deus.Lc 4.5,6
Os pobres são fortes candidatos ao Reino de Deus. Lc 6.20
O menor no reino de Deus e maior do que o maior no reino dos homens. Lc 7.28
Muitos convidados ficarão de fora do reino, e muitos não convidados entrarão no reino de Deus. Lc 14.15-18
No Reino dos homens, você ganha quando conquista;
No Reino de Deus você ganha quando abre mão. Mt 10.39
No Reino dos homens você ganha ajunta;
No Reino de Deus você ganha quando entrega. Mc 8.35
No Reino dos homens você ganha quando e esperto;
No Reino de Deus, você ganha quando sabe esperar e confiar. Sl 125.1.
No Reino dos homens você ganha quando está por cima;
No Reino de Deus você ganha quando está por baixo. Lc 7.28
No Reino dos homens você ganha quando esta sob holofote;
No Reino de Deus você ganha quando está em oração no anonimato. Mt 14.13
No reino dos homens você ganha quando é chefe;
No Reino de Deus você ganha quando é servo. Mt 23.11
No reino dos homens você ganha quando todos falam bem de você;
No Reino de Deus você ganha quando é caluniado. MT 5.12
No reino dos homens você ganha quando é orgulhoso e nada lhe falta;
No Reino de Deus você ganha quando aprende depender de Deus. Pv 30.8
No reino dos homens você ganha quando é consumista;
No reino de Deus você ganha quando se contenta com o que tem. Fp 4.8
No reino dos homens você ganha quando é ansioso e preocupado com as coisas materiais;
No Reino de Deus você ganha quando descansa e confia. Mt 6.25
No reino dos homens você ganha quando corre;
No Reino de Deus você ganha quando confia e aproveita as oportunidades. Ec.9.11
II. 10 O Reino de Deus é comparado:
A parábola do trigo e joio
Ao grão de mostarda
Ao homem que encontrando o tesouro, vende o tesouro e compra o campo. Mt 13.44
A rede de pescaria e os pescadores selecionam os bons. Mt 13.48
Ao Rei que convidou nobres e depois convidou pobres e marginalizados. Mt 22.2
A mulher que põe fermento na massa para fazer pão. Lc 13.20
A parábola do filho pródigo
A parábola do samaritano
II. 11.Considerações finais sobre o reino de Deus.
Quem priorizar o reino será recompensados muitas vezes e reconhecido pelo Pai. Lc 18.29 19.11-27
O ladrão da cruz deu o ultimo brado em busca do Reino e alcançou a graça de entrar no reino no mesmo dia. Lc 23.42
Na perseguição, os apóstolos exortavam os crentes a perseverar na fé, pois, por muita tribulação importa entrar no reino de Deus. Atos 14.22
O reino de Deus não pode ser abalado Hb 12.28
A entrada no Reino e seu percurso se fazem com diligencia II Pe 1.10
No juízo final o reino dos homens que e deste mundo passara a ser do Senhor e do seu Cristo e ele reinara para todo sempre Ap 11.15
Depois do juízo final e de ter feito novo céu e nova terra, o Senhor chamara seus escolhidos dizendo: vinde benditos de meu pai possui por herança o Reino que esta preparada deste a fundação do mundo, porque tive fome e me deste de comer; tive sede e me deste de beber; era forasteiro e me acolheste; estava nu e me vestistes; adoeci e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Mt 25.31 a 40.
A cultura grego-romana há mais de dois mil anos institui os parâmetros para os processos articuladores da cidadania, como por exemplo, a instituição do senado, do voto, dos direitos e deveres dos cidadãos dentro de um estado organizado por poderes instituídos. Deus, no entanto, já havia se preocupado com isso quando entregou as tábuas da Lei para Moises e outras leis que permitiam garantir os direitos dos judeus dentro da comunidade e regulavam os deveres de cada judeu para o exercício da cidadania do povo de Israel.
As duas tábuas da Lei representavam todo este conjunto de leis do Pentateuco.
I. Cidadania no Antigo Testamento
O Antigo Testamento era uma aliança que visava preservar a cidadania de um povo, fazendo com que este povo desse exemplo positivo ao mundo e através deste povo cumprir a promessa da vinda do Salvador e redentor Jesus Cristo.
A primeira tábua que Moises recebeu escritas pelas mãos do Senhor trazia esta proposta e visava a estabilidade social deste povo. Ela tinha quatro códigos, aquilo que o homem deve a Deus. A segunda tábua com a mesma finalidade tinha seis códigos, deveres do homem para com o homem.
I. Não terás outros deuses.
Este código é pertinente à alteridade, ou seja, leva o homem a adorar ao único e verdadeiro Deus. Ao mesmo tempo visa organizar a sociedade a obediência da instituição maior e mais sagrada que existe, àquele que é Rei, Juiz, legislador e senhor. As leis que regulam as cerimônias religiosas estão em Lv capitulo 1 ao 9.
II. Não farás para ti imagem de escultura.
Este código tem um significado muito mais abrangente do que se pode imaginar. A imagem está relacionada àquilo que pode distrair o ser humano desviando-o dos verdadeiros valores. O valor maior que é Deus e os valores e virtudes inerentes ao ser humano que propiciam o bem comum da sociedade. O termo “não te encurvarás á imagens” é claro.
III. Não tomarás o nome de Deus em vão.
Este é o mandamento contra qual as religiões mais pecam, pois algumas usam o nome de Deus em vão, com textos isolados da bíblia, reforçando teorias não para o interesse do Reino de Deus, mas para o seu próprio interesse.
Além de corrigir distorções bíblicas e heresias, evita que um líder faça injustiça ao povo querendo colocar um fardo que Deus não instituiu para o povo, preservando as garantias da cidadania do povo.
IV. Lembra de um dia de descanso.
No hebraico o termo não significa o 7º dia, mas descanso, portanto um dia de descanso que proporciona ao ser humano mais tempo para se dedicar a Deus. Ao mesmo tempo da ao ser humano um direito que visa preservar sua saúde, já que esta maquina fabricada por Deus precisa de descanso. Este direito nos beneficia até hoje nas garantias das jornadas de trabalho e dos dias de descanso. As leis sanitárias que visam preservar a saúde do povo está regulamentada em DT 14, Lv 11, 12,13,14,15.
V. Honra o teu pai e tua mãe.
Este mandamento esta relacionado ao código civil, e já é da segunda tábua, deveres do homem para com o homem. Este mandamento valoriza a família, célula matiz da sociedade. A família bem estruturada e saudável certamente produzirá uma sociedade saudável. Os direitos e deveres de família são as leis civis regulamentadas por Moises em Deuteronômio 20,22 e 24.
VI. Não matarás
Este mandamento se relaciona ao código criminal e está regulamentado em Dt 19 Êxodo 21 a 23. DT 35.30 a 34
VII.Não adulterarás
Este mandamento, também na área civil esta relacionado à família e suas garantias. Sua regulamentação está em Dt 20, 22 e 24 e Êxodo 21 a 23, Lv 18. O adultério é como arrombar a cerca que demarca o limite de uma família, é como arrombar uma porta do vizinho. E um convite a guerra e destruição da família.
VIII.Não furtarás
Esta lei é de código penal e sua regulamentação está Êxodo 21 a 23 e também está relacionada a leis sociais e econômicas Dt 15, Nm 21, lv 25 e 26.
IX. Não dirás falso testemunho
Este código está relacionado a danos morais e está regulamentado por Ex 23. 1 a 9.
X. Não cobicarás.
Código relacionado a direito de propriedade e respeito à família e herança.Lv 25 e 26 Ex 22 e 23.
O Pentateuco forma um conjunto de deveres e direitos dos cidadãos judeus que alem de pedagógico visa preservar o exercício pleno de cidadania de um povo. Em Dt 28 Moises escreveu inspirado por Deus dizendo: se vocês cumprirem esses deveres vocês terão as garantias da plena cidadania. Serão benditos na terra, na cidade, no campo, seus filhos serão benditos. As colheitas de vocês serão abençoadas e em tudo que vocês tocarem serão abençoados.
Deus não estava preocupado só com os deveres religiosos do povo, mas preocupado com o todo do ser humano, com o seu bem estar em todos os níveis. Portanto é dever do crente exercer sua cidadania nas questões sociais, políticas, econômicas, educacionais, culturais, geográficas e religiosas.
II. A cidadania no Novo testamento
No Novo Testamento temos Jesus como mediador de uma nova aliança, com uma nova proposta. O cântico de Maria reflete um clamor em defesa da cidadania com vinda do Salvador. Ela disse: despediu os ricos de mãos vazias e encheu de bens as mãos dos pobres.
Jesus desceu de sua gloria para resgatar o ser humano nas garantias de cidadania plena e especialmente na garantia inalienável da cidadania celestial, que é a vida eterna. A prova está nos escritos dos evangelhos, cujo tema central é o reino de Deus.
O que e o reino de Deus?
Do grego basiléia, significa o plano Universal de salvação para resgatar o ser humano. O reino de Deus é gozo, paz e alegria no Espírito Santo. Rm 14.17
Os judeus esperavam o reino de Deus na perspectiva dos tempos áureos do rei Davi. Um reino de glamour e de esperança para o resgate da cidadania judaica. Jesus, porem, trouxe um reino espiritual que governa o centro das emoções do ser humano e o resgata da iniqüidade que é corrupção nos seus diversos níveis. Daí que o reino de Deus é uma proposta divina de conquista.
Enquanto os romanos queriam conquistar etnias com suas riquezas, o Reino de Deus queria conquistar pessoas para o exercício da cidadania aqui e agora e principalmente para o exercício da cidadania celestial. Tanto que o Reino de Deus está em duas esferas, a esfera presente e a futura. Para entrarmos na futura, temos que exercitar a esfera presente.
II. 1. A cidadania no Reino presente
Em Mt 3.2 João Batista começou pregar no deserto anunciando: arrependei-vos, porque o reino de Deus já esta presente entre vós. A primeira proposta e exigência para entrar no reino é mudança de postura, de vida, de comportamento, porque para entrar no reino futuro tem que estar no reino presente. Jesus havia nascido. Tornou-se homem no cumprimento das promessas da Antiga aliança. Manifestou para desfazer as obras do Diabo.
II. 2.Como se processa o reino de Deus?
*O reino de Deus gerou a Igreja-comunidade universal dos filhos de Deus.
*Deus e doador do reino, os homens podem pregar o reino, mas somente Deus dará aos homens. Lc 10.9 Lc 12.32.
*A Igreja e a estrutura do reino de Deus, coluna e firmeza da verdade Mt 16.19.
*Jesus e o Rei, dai que devemos obedecer a suas palavras. Jesus disse: quem guardar as minhas palavras, meu pai o amará, viremos para ele e faremos nele morada.
*O Espírito Santo e a dinâmica do reino de Deus, inaugurou a Igreja com poder Pentecostal e Ele convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Jo 16.8,9,10.
*O evangelho é o poder do reino. Rm 1.16
*Os súditos deste reino são os crentes que nasceram de novo por obra e graça do espírito santo. Joao 3.5.
II. 3.Por que Deus quis nos dar o Reino?
Porque o reino dos homens havia se corrompido com ganância, com a mentira, com a vaidade, com a iniqüidade, com a hipocrisia, com o orgulho, com a devassidão e todas as obras infrutuosas da carne. Por isso o Espírito Santo produz um fruto de graças que combate essas obras malignas.
E acima de tudo porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o filho unigênito para todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Jo 3.16.
II. 4.Para que Deus quis nos dar o reino?
Para nos resgatar do reino das trevas e nos transportar para o Reino do seu filho amado a fim de nos reconciliar com Deus, nos fazendo irrepreensíveis para produzirmos bons frutos e Co 1.13,20, 22.
E para dissipar o reino das trevas Mt 12.28
II. 5.Quem pode entrar no Reino?
Os que praticam o exercício da cidadania aqui e agora, os que se arrependem e mudam de postura pelo reino, os humildes, os limpos de coração, os mansos, os pacificadores, os perseguidos por causa da justiça, os que ensinam e cumprem os mandamentos, os que praticam a justiça, os que fazem à vontade do Pai. Mt 5.1-16. Mt 7.21 Os que de longe, do ocidente e do oriente quem vêem em busca do reino. Mt 8.11.
II. 6. Quem não entrará no Reino de Deus?
Os que confiam em riquezas MT 19.23, Mc 10.23
Os religiosos que não obedecem à vontade do Pai Mt 7.21.
Os devassos, os idólatras, os adúlteros, os efeminados, os bêbados, os maldizentes, os ladrões. I Co 6.9.
Os impuros, os avarentos, o mesmo que idólatra. Ef 5.5.
Os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os idolatras e os mentirosos Ap 22.15
Os injustos I Co 6.9.
II. 7. O que não e o Reino de Deus
Não e monopólio eclesiástico Mt 8.11
Não e comida, nem bebida, nem consumismo Rm 14.17.
Não é religiosidade. Mt 7.21
Não consiste em palavras persuasivas, mas poder do Espírito Santo I co 4.20.
II. 8. Qual deve ser nossa postura em relação ao Reino?
Deve ser buscado com oração e atitudes Mt. 6.33
Devemos buscar a humilde posição das crianças Mt 18.3
Devemos pregar o Reino e ensinar sobre ele Mc 16.15 Mt 28.19
Devemos priorizar o Reino Mt 6.33
Devemos obedecer ao Reino MT 7.21
Orar por sua vinda Mt 6.10
Recebê-lo, herdá-lo e possuí-lo Mc 10.15 Mt 25.34.
Entrar nele Mt 23.13
Procurar por ele Lc 23.51
Esperar por sua vinda Mc 15.43
II. 9.Quais os mistérios e paradoxos do Reino?
Nem todos têm o privilégio de conhecê-lo Mt 13.11
O reino é dos pequenos mt 18.3
Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no Reino
Meretrizes e pecadores precedem religiosos no reino Mt 21.31
O reino será tirado de muitos religiosos e dado a quem produz frutos. Mt 21.43
O reino de Deus não vem com aparência Is. 53 Lc 17.20
Satanás oferece a beleza e a gloria deste mundo em troca do Reino de Deus.Lc 4.5,6
Os pobres são fortes candidatos ao Reino de Deus. Lc 6.20
O menor no reino de Deus e maior do que o maior no reino dos homens. Lc 7.28
Muitos convidados ficarão de fora do reino, e muitos não convidados entrarão no reino de Deus. Lc 14.15-18
No Reino dos homens, você ganha quando conquista;
No Reino de Deus você ganha quando abre mão. Mt 10.39
No Reino dos homens você ganha ajunta;
No Reino de Deus você ganha quando entrega. Mc 8.35
No Reino dos homens você ganha quando e esperto;
No Reino de Deus, você ganha quando sabe esperar e confiar. Sl 125.1.
No Reino dos homens você ganha quando está por cima;
No Reino de Deus você ganha quando está por baixo. Lc 7.28
No Reino dos homens você ganha quando esta sob holofote;
No Reino de Deus você ganha quando está em oração no anonimato. Mt 14.13
No reino dos homens você ganha quando é chefe;
No Reino de Deus você ganha quando é servo. Mt 23.11
No reino dos homens você ganha quando todos falam bem de você;
No Reino de Deus você ganha quando é caluniado. MT 5.12
No reino dos homens você ganha quando é orgulhoso e nada lhe falta;
No Reino de Deus você ganha quando aprende depender de Deus. Pv 30.8
No reino dos homens você ganha quando é consumista;
No reino de Deus você ganha quando se contenta com o que tem. Fp 4.8
No reino dos homens você ganha quando é ansioso e preocupado com as coisas materiais;
No Reino de Deus você ganha quando descansa e confia. Mt 6.25
No reino dos homens você ganha quando corre;
No Reino de Deus você ganha quando confia e aproveita as oportunidades. Ec.9.11
II. 10 O Reino de Deus é comparado:
A parábola do trigo e joio
Ao grão de mostarda
Ao homem que encontrando o tesouro, vende o tesouro e compra o campo. Mt 13.44
A rede de pescaria e os pescadores selecionam os bons. Mt 13.48
Ao Rei que convidou nobres e depois convidou pobres e marginalizados. Mt 22.2
A mulher que põe fermento na massa para fazer pão. Lc 13.20
A parábola do filho pródigo
A parábola do samaritano
II. 11.Considerações finais sobre o reino de Deus.
Quem priorizar o reino será recompensados muitas vezes e reconhecido pelo Pai. Lc 18.29 19.11-27
O ladrão da cruz deu o ultimo brado em busca do Reino e alcançou a graça de entrar no reino no mesmo dia. Lc 23.42
Na perseguição, os apóstolos exortavam os crentes a perseverar na fé, pois, por muita tribulação importa entrar no reino de Deus. Atos 14.22
O reino de Deus não pode ser abalado Hb 12.28
A entrada no Reino e seu percurso se fazem com diligencia II Pe 1.10
No juízo final o reino dos homens que e deste mundo passara a ser do Senhor e do seu Cristo e ele reinara para todo sempre Ap 11.15
Depois do juízo final e de ter feito novo céu e nova terra, o Senhor chamara seus escolhidos dizendo: vinde benditos de meu pai possui por herança o Reino que esta preparada deste a fundação do mundo, porque tive fome e me deste de comer; tive sede e me deste de beber; era forasteiro e me acolheste; estava nu e me vestistes; adoeci e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Mt 25.31 a 40.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Onda Gospel
Nos últimos dias temos presenciado a banalidade da palavra evangélico. Antes, ser crente era ser honesto, responsável, leitor da Bíblia, fiel e diferente. Antes, ser crente era até motivo de chacota. Os católicos nos apelidavam de Bíblia, aleluia irmão.Agora os católicos estão dando aleluia e carregando Bíblia.
Agora, ser evangélico é moda. Todo mundo quer ser evangélico. Se tornou corriqueiro dizer:" tal personagem da mídia" virou evangélico.Muitos até se vangloriam.
Domingo próximo passado saiu uma reportagem na Folha de São Paulo uma matéria em que o Papa desprezava mega-templos para abrigar carismáticos, por que, segundo ele a Igreja precisa valorizar qualidade, e não quantidade. Não entraremos no mérito, mas que sirva de lição para nós que estamos nos impressionando com quantidade gospel lotando templos, mas em busca de riqueza, milagre, exceto em busca de transformação de vidas.
O problema é que além de banalizar a palavra evangélico, estamos piorando ao interpretá-la para gospel, isto é, um evangelho importado de um País que valoriza o ter em detrimento do ser.Um modelo que fala de Deus, mas o coração está longe do verdadeiro evangelho. O Brasil sim se tornou um modelo cristão para o mundo.Um celeiro de alimento, tanto quanto um celeiro de palavra bíblica. Um modelo de tolerância religiosa, de avivamento e de crescimento do evangelho.Mas nos últimos dias estamos sendo contaminados pelo gospel, que parece mais o cuspe de Satanás. Já existe o carnaval gospel, a boate gospel, balada gospel, quadrilha gospel, festa junina gospel, maconha gospel e porque não dizer macumba gospel. Um sincretismo de espiritismo e superstição com evangelho. Ou seja, um evangelho de casca, contaminado com ingredientes da feitiçaria e do mercantilismo hodierno. Exemplo: sal grosso, folha de arruda, sementes de mil reais, água benta, lenço suado, dança em círculo, coreografia sensual, bajulação de ícones gospel, culto a personalidades de destaques no meio gospel, fora as heresias importadas de sessão gospel. Sessão de descarrego, sessão de regressão, sessão de quebra de maldição, sessão de quedas bruscas, sessão de lavagem cerebral para arrancar todo o dinheiro dos crentes, inclusive carro, casa, jóias,anel de formatura e de casamento. Já existe até a fogueira diabólica gospel que tem que queimar tudo, dar tudo, para poder melhorar financeiramente. Mas não precisamos nos impressionar, pois está tudo escrito na palavra. A bíblia diz que nos últimos dias as pessoas não suportariam a sã doutrina, mas buscariam palavras agradáveis. II TM 4.3. Jesus disse que nos últimos dias surgiriam falsos profetas e enganariam a muitos. Paulo nos adverte que os líderes iriam apostatar da fé, dando ouvido a espíritos enganadores.Em 2 Tm 3.1 está escrito que os últimos dias seriam tempos trabalhosos e difíceis, pois os homens seriam egoístas, ganaciosos, soberbos, blasfemos,rebeldes, ingratos, infiéis nos contratos, amantes de si do que do verdadeiro evangelho. Escape quem puder, se agarre em Jesus, busque a simplicidade do evangelho que as Igrejas históricas pregaram nesse País e cuidado com o gospel.
Pasto Jesiel Padilha é pastor em Santos e professor de teologia
Agora, ser evangélico é moda. Todo mundo quer ser evangélico. Se tornou corriqueiro dizer:" tal personagem da mídia" virou evangélico.Muitos até se vangloriam.
Domingo próximo passado saiu uma reportagem na Folha de São Paulo uma matéria em que o Papa desprezava mega-templos para abrigar carismáticos, por que, segundo ele a Igreja precisa valorizar qualidade, e não quantidade. Não entraremos no mérito, mas que sirva de lição para nós que estamos nos impressionando com quantidade gospel lotando templos, mas em busca de riqueza, milagre, exceto em busca de transformação de vidas.
O problema é que além de banalizar a palavra evangélico, estamos piorando ao interpretá-la para gospel, isto é, um evangelho importado de um País que valoriza o ter em detrimento do ser.Um modelo que fala de Deus, mas o coração está longe do verdadeiro evangelho. O Brasil sim se tornou um modelo cristão para o mundo.Um celeiro de alimento, tanto quanto um celeiro de palavra bíblica. Um modelo de tolerância religiosa, de avivamento e de crescimento do evangelho.Mas nos últimos dias estamos sendo contaminados pelo gospel, que parece mais o cuspe de Satanás. Já existe o carnaval gospel, a boate gospel, balada gospel, quadrilha gospel, festa junina gospel, maconha gospel e porque não dizer macumba gospel. Um sincretismo de espiritismo e superstição com evangelho. Ou seja, um evangelho de casca, contaminado com ingredientes da feitiçaria e do mercantilismo hodierno. Exemplo: sal grosso, folha de arruda, sementes de mil reais, água benta, lenço suado, dança em círculo, coreografia sensual, bajulação de ícones gospel, culto a personalidades de destaques no meio gospel, fora as heresias importadas de sessão gospel. Sessão de descarrego, sessão de regressão, sessão de quebra de maldição, sessão de quedas bruscas, sessão de lavagem cerebral para arrancar todo o dinheiro dos crentes, inclusive carro, casa, jóias,anel de formatura e de casamento. Já existe até a fogueira diabólica gospel que tem que queimar tudo, dar tudo, para poder melhorar financeiramente. Mas não precisamos nos impressionar, pois está tudo escrito na palavra. A bíblia diz que nos últimos dias as pessoas não suportariam a sã doutrina, mas buscariam palavras agradáveis. II TM 4.3. Jesus disse que nos últimos dias surgiriam falsos profetas e enganariam a muitos. Paulo nos adverte que os líderes iriam apostatar da fé, dando ouvido a espíritos enganadores.Em 2 Tm 3.1 está escrito que os últimos dias seriam tempos trabalhosos e difíceis, pois os homens seriam egoístas, ganaciosos, soberbos, blasfemos,rebeldes, ingratos, infiéis nos contratos, amantes de si do que do verdadeiro evangelho. Escape quem puder, se agarre em Jesus, busque a simplicidade do evangelho que as Igrejas históricas pregaram nesse País e cuidado com o gospel.
Pasto Jesiel Padilha é pastor em Santos e professor de teologia
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
O REINO DE DEUS NOS SINÓTICOS
A TEOLOGIA DOS SINÓTICOS
Os sinóticos formam em si uma teologia peculiar, a teologia do Reino de Deus. Em Mateus encontramos 53 referências, em Marcos 19, em Lucas 45 perfazendo um total de 117 vezes.Esta teologia é simples, deve ser ensinada mas principalmente vivida. Este Reino já está entre os homens, na pessoa de Cristo, pois aproxima-se dos homens (Mt 3.2; 4.17); pode vir (Mt 6.10); chegar (Mt 12:28); aparecer (Mt 19:11); ser ativo (Mt 11:12).
Deus pode dar o Reino aos homens (Mt 21:43). Mas os homens não podem dar ou tirar de si mesmo, muito embora possam impedir que os outros entrem no Reino.
Os homens podem entrar no Reino, mas nunca foram aconselhados a erigi-lo ou edificá-lo. Os homens podem receber o Reino (Mc 10:15), herdá-lo (Mt 25:34) e possuí-lo, mas nunca devem estabelecê-lo (Lc 10:11), Os homens podem rejeitar o Reino, recusar-se a recebê-lo (Lc 10:11) ou a entrar nele (Mt 23:13), mas não podem destruí-lo. Podem procurar por ele (Lc 23:51) orar por sua vinda (Mt 6:10) e buscá-lo (Mt 6:33; Lc 12:31) mas não somos informados que o Reino cresce. Os homens podem realizar certas coisas por causa do Reino (Mt 19:12; Lc 18:29) mas são conclamados a agirem em relação ao próprio Reino.
Os indivíduos podem pregar o Reino (Mt 10:7; Lc 10:9) mas somente Deus o dará aos homens. O Reino gera a Igreja. O domínio dinâmico de Deus, presente na missão de Jesus, desafiou os homens a manifestarem uma resposta positiva, introduzindo-os em um novo grupo de comunhão.
A presença do Reino significou o cumprimento da esperança messiânica do Novo Testamento que fora prometida a Israel, mas quando Israel como um todo rejeitou a oferta, os que a aceitaram foram constituídos como novo povo de Deus, os filhos do Reino, o verdadeiro Israel, a Igreja incipiente. A Igreja não é senão o resultado da vinda do Reino de Deus ao mundo por intermédio da missão de Jesus.
O QUE É O REINO DEUS? COMO E QUANDO SE PROCESSA? QUAIS SEUS CRITÉRIOS? QUAIS SUAS IMPLICAÇÕES? QUAL É SUA DINÂMICA E ESFERA DE AÇÃO?
VEJA O REINO EM MATEUS:
*O reino está próximo, arrependei-vos e convertei-vos Mt 3.2
*Jesus pregou o evangelho do reino Mt 4.23
*Bem aventurado os humildes, porque dos tais é o reino de Deus.5.3
*Bem aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque dos tais é o reino de Deus 5.10
*Quem quiser ser o maior serão menor no reino 5.19
*Quem desobedecer os mandamentos será pequeno no reino 5.19
*Quem obedecer será grande 5.19
*Se a nossa justiça não exceder a dos fariseus e escriba, jamais entraremos no reino 5.20
*O reino deve ser buscado com oração 6.10
*O reino deve ser buscado acima de tudo 6.33
*Nem todo que diz senhor, entrará no reino 7.21
*Muitos virão do oriente e ocidente e entrarão no reino 8.11
*Os filhos do reino serão lançados nas trevas 8.12
*Jesus mandou pregar que reino está perto 10.7
*O reino de Deus não está dividido, de outra forma não subsistiria 12.25
*O reino de Deus dissipa o reino das trevas 12.28
*Nem todos têm o privilegio de conhecer os mistérios do reino 13.11
*O reino de Deus é comparado a parábola do trigo e joio. 13.24
*O reino é comparado a um grão de mostarda 13.31
*O reino é semelhante ao fermento na massa. 13.33
*O reino é comparado a um homem que encontrando um tesouro num campo, *vende o tesouro e compra o campo. 13.44
*O reino é comparado a uma rede que apanha todo tipo de peixe, mas quando está cheio de peixes, seleciona os bons e rechaça os ruins.13.48
*A primeira pregação no dia do pentecoste foi a chave da abertura do reino 16.19.
*O reino pertence aos pequenos 18.3
*Os primeiros serão os últimos e os últimos os primeiros no reino 20.30
*Meretrizes e publicanos precedem religiosos no reino 21.31
*O reino será tirado dos religiosos e dado a quem produz frutos 21.43
*O reino é comparado a um rei que os nobres rejeitaram seu convite, mas ele convidou pobres e marginalizados. 22.2
*O reino será conhecido de todos antes do fim 24.14
*O reino é comparado as dez virgens 25.1
*O Senhor convidará para que os filhos entre na posse do reino que está preparado desde a fundação do mundo.25.34
*Haverá um longo interstício entre a última ceia com Jesus e a ceia no reino escatológico. 26.29.
O REINO EM MARCOS:
*O reino de Deus chegou e com ele o tempo de se cumprir as escrituras 1.15
*Um reino dividido não subsistirá. 3.24
*Nem todos têm acesso aos mistérios do reino. 4.11
*O reino é como um homem que lança a semente e depois se admira do seu broto, sem saber como se processou. 4.26
*O reino é como um grão de mostarda 4.30
*A inauguração da Igreja no dia de pentecoste estabelece a vinda do reino com poder do Espírito Santo conforme Mt 16.19 A Igreja é agente deste reino.Mc 9.1
*Vale a pena o altruísmo e a abstinência para entrarmos no reino. 9.47
*Dos pequenos é o reino 10.14
*Quem não receber o reino na qualidade de pequeno não entrará nele. 10.15
*Dificilmente entrará no reino quem confia em riquezas. 10.23 10.24
*Jesus foi aclamado o Rei do reino de Deus, conforme a aliança de Davi. 11.10
*A verdadeira compreensão da palavra conduz o homem a proximidade do reino. 12.34
*Depois da última ceia Jesus só beberia a próxima no reino de seu Pai 14.25
*José de Arimatéia esperava o reino de Deus 15.43
O REINO EM LUCAS:
*Satanás mostrou o seu reino em troca do reino de Deus. 4.5
*Satanás ofereceu a glória do seu reino em troca da glória do reino de Deus 4.6
*É necessário que o filho do homem anuncie evangelho do reino de Deus.4.43
*Os pobres são fortíssimos candidatos ao reino de Deus. 6.20
*O menor no reino de Deus é maior no reino terrestre 7.28
*Jesus andava de aldeia em aldeia pregando o evangelho do reino 8.1
*Nem todos têm acesso a compreensão verdadeira do reino. 8.10
*Jesus comissionou discípulos par pregar o evangelho do reino. 9.2
*A rotina de Jesus era falar sobre o reino 9.11
*Alguns discípulos teriam a oportunidade de ver a glória do reino(talvez se referisse a transfiguração) 9.27
*Jesus mandou pregar o reino impreterivelmente 9.60
*Quem retrocede não é apto ao reino de Deus 9.62
*Jesus mandar pregar que o reino já está entre os homens. 10.9
*Sabei que o reino está perto 10.11
*Jesus mandou buscar o reino em oração 11.2
*O reino de deus não divide, caso contrário não prevaleceria. 11.17 11.18
*Se o reino de Deus está expulsando o reino das trevas, realmente o reino de Deus é chegado a vós. 11.20
*Buscai o reino com prioridade e as outras coisas acontecerão naturalmente. 12.31
*O Pai se agradou e se alegrou em poder nos dar o reino 12.32
*O reino é comparado ao grão de mostarda. 13.18
*O reino é comparado ao fermento na massa. 13.20
*Muitos filhos do reino serão lançados fora 13.28
*Virão muitos do oriente e do ocidente e assentarão a mesa no reino de Deus. 13.29
*Muitos convidados ficarão de fora do reino e muitos não convidados entrarão no reino de Deus. 14.15-18.
*O reino vem sendo pregado e os homens se esforçam para entrar nele. 16.16
*O reino não vem com aparência 17.20
*O reino está dentro de nós. 17.21
*Dos pequenos é o reino de Deus. 18.16
*Quem não receber o reino na qualidade de pequeno, não entrará nele. 18.17
*Dificilmente entrará um rico no reino de Deus. 18.24
*É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que o rico entrar no reino de Deus. 18.25
*Quem priorizar o reino será recompensado muitas vezes. 18.29
*Quem investe no reino é reconhecido pelo Pai 19.11-27.
*Sabei que o reino está perto 21.31
*Na última ceia Jesus disse que só comeria no reino escatológico 22.16 22.18
*Assim como meu pai me confiou um reino, eu vos outorgo o poder deste reino e vos convido para cear. 22.29-30
*Lembra-te de mim quando entrares no teu reino, clamou o ladrão. 23.42
*José de Arimatéia esperava o reino de Deus. 23.51
Pr. Jesiel Padilha ministrando teologia do Novo Testamento
Os sinóticos formam em si uma teologia peculiar, a teologia do Reino de Deus. Em Mateus encontramos 53 referências, em Marcos 19, em Lucas 45 perfazendo um total de 117 vezes.Esta teologia é simples, deve ser ensinada mas principalmente vivida. Este Reino já está entre os homens, na pessoa de Cristo, pois aproxima-se dos homens (Mt 3.2; 4.17); pode vir (Mt 6.10); chegar (Mt 12:28); aparecer (Mt 19:11); ser ativo (Mt 11:12).
Deus pode dar o Reino aos homens (Mt 21:43). Mas os homens não podem dar ou tirar de si mesmo, muito embora possam impedir que os outros entrem no Reino.
Os homens podem entrar no Reino, mas nunca foram aconselhados a erigi-lo ou edificá-lo. Os homens podem receber o Reino (Mc 10:15), herdá-lo (Mt 25:34) e possuí-lo, mas nunca devem estabelecê-lo (Lc 10:11), Os homens podem rejeitar o Reino, recusar-se a recebê-lo (Lc 10:11) ou a entrar nele (Mt 23:13), mas não podem destruí-lo. Podem procurar por ele (Lc 23:51) orar por sua vinda (Mt 6:10) e buscá-lo (Mt 6:33; Lc 12:31) mas não somos informados que o Reino cresce. Os homens podem realizar certas coisas por causa do Reino (Mt 19:12; Lc 18:29) mas são conclamados a agirem em relação ao próprio Reino.
Os indivíduos podem pregar o Reino (Mt 10:7; Lc 10:9) mas somente Deus o dará aos homens. O Reino gera a Igreja. O domínio dinâmico de Deus, presente na missão de Jesus, desafiou os homens a manifestarem uma resposta positiva, introduzindo-os em um novo grupo de comunhão.
A presença do Reino significou o cumprimento da esperança messiânica do Novo Testamento que fora prometida a Israel, mas quando Israel como um todo rejeitou a oferta, os que a aceitaram foram constituídos como novo povo de Deus, os filhos do Reino, o verdadeiro Israel, a Igreja incipiente. A Igreja não é senão o resultado da vinda do Reino de Deus ao mundo por intermédio da missão de Jesus.
O QUE É O REINO DEUS? COMO E QUANDO SE PROCESSA? QUAIS SEUS CRITÉRIOS? QUAIS SUAS IMPLICAÇÕES? QUAL É SUA DINÂMICA E ESFERA DE AÇÃO?
VEJA O REINO EM MATEUS:
*O reino está próximo, arrependei-vos e convertei-vos Mt 3.2
*Jesus pregou o evangelho do reino Mt 4.23
*Bem aventurado os humildes, porque dos tais é o reino de Deus.5.3
*Bem aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque dos tais é o reino de Deus 5.10
*Quem quiser ser o maior serão menor no reino 5.19
*Quem desobedecer os mandamentos será pequeno no reino 5.19
*Quem obedecer será grande 5.19
*Se a nossa justiça não exceder a dos fariseus e escriba, jamais entraremos no reino 5.20
*O reino deve ser buscado com oração 6.10
*O reino deve ser buscado acima de tudo 6.33
*Nem todo que diz senhor, entrará no reino 7.21
*Muitos virão do oriente e ocidente e entrarão no reino 8.11
*Os filhos do reino serão lançados nas trevas 8.12
*Jesus mandou pregar que reino está perto 10.7
*O reino de Deus não está dividido, de outra forma não subsistiria 12.25
*O reino de Deus dissipa o reino das trevas 12.28
*Nem todos têm o privilegio de conhecer os mistérios do reino 13.11
*O reino de Deus é comparado a parábola do trigo e joio. 13.24
*O reino é comparado a um grão de mostarda 13.31
*O reino é semelhante ao fermento na massa. 13.33
*O reino é comparado a um homem que encontrando um tesouro num campo, *vende o tesouro e compra o campo. 13.44
*O reino é comparado a uma rede que apanha todo tipo de peixe, mas quando está cheio de peixes, seleciona os bons e rechaça os ruins.13.48
*A primeira pregação no dia do pentecoste foi a chave da abertura do reino 16.19.
*O reino pertence aos pequenos 18.3
*Os primeiros serão os últimos e os últimos os primeiros no reino 20.30
*Meretrizes e publicanos precedem religiosos no reino 21.31
*O reino será tirado dos religiosos e dado a quem produz frutos 21.43
*O reino é comparado a um rei que os nobres rejeitaram seu convite, mas ele convidou pobres e marginalizados. 22.2
*O reino será conhecido de todos antes do fim 24.14
*O reino é comparado as dez virgens 25.1
*O Senhor convidará para que os filhos entre na posse do reino que está preparado desde a fundação do mundo.25.34
*Haverá um longo interstício entre a última ceia com Jesus e a ceia no reino escatológico. 26.29.
O REINO EM MARCOS:
*O reino de Deus chegou e com ele o tempo de se cumprir as escrituras 1.15
*Um reino dividido não subsistirá. 3.24
*Nem todos têm acesso aos mistérios do reino. 4.11
*O reino é como um homem que lança a semente e depois se admira do seu broto, sem saber como se processou. 4.26
*O reino é como um grão de mostarda 4.30
*A inauguração da Igreja no dia de pentecoste estabelece a vinda do reino com poder do Espírito Santo conforme Mt 16.19 A Igreja é agente deste reino.Mc 9.1
*Vale a pena o altruísmo e a abstinência para entrarmos no reino. 9.47
*Dos pequenos é o reino 10.14
*Quem não receber o reino na qualidade de pequeno não entrará nele. 10.15
*Dificilmente entrará no reino quem confia em riquezas. 10.23 10.24
*Jesus foi aclamado o Rei do reino de Deus, conforme a aliança de Davi. 11.10
*A verdadeira compreensão da palavra conduz o homem a proximidade do reino. 12.34
*Depois da última ceia Jesus só beberia a próxima no reino de seu Pai 14.25
*José de Arimatéia esperava o reino de Deus 15.43
O REINO EM LUCAS:
*Satanás mostrou o seu reino em troca do reino de Deus. 4.5
*Satanás ofereceu a glória do seu reino em troca da glória do reino de Deus 4.6
*É necessário que o filho do homem anuncie evangelho do reino de Deus.4.43
*Os pobres são fortíssimos candidatos ao reino de Deus. 6.20
*O menor no reino de Deus é maior no reino terrestre 7.28
*Jesus andava de aldeia em aldeia pregando o evangelho do reino 8.1
*Nem todos têm acesso a compreensão verdadeira do reino. 8.10
*Jesus comissionou discípulos par pregar o evangelho do reino. 9.2
*A rotina de Jesus era falar sobre o reino 9.11
*Alguns discípulos teriam a oportunidade de ver a glória do reino(talvez se referisse a transfiguração) 9.27
*Jesus mandou pregar o reino impreterivelmente 9.60
*Quem retrocede não é apto ao reino de Deus 9.62
*Jesus mandar pregar que o reino já está entre os homens. 10.9
*Sabei que o reino está perto 10.11
*Jesus mandou buscar o reino em oração 11.2
*O reino de deus não divide, caso contrário não prevaleceria. 11.17 11.18
*Se o reino de Deus está expulsando o reino das trevas, realmente o reino de Deus é chegado a vós. 11.20
*Buscai o reino com prioridade e as outras coisas acontecerão naturalmente. 12.31
*O Pai se agradou e se alegrou em poder nos dar o reino 12.32
*O reino é comparado ao grão de mostarda. 13.18
*O reino é comparado ao fermento na massa. 13.20
*Muitos filhos do reino serão lançados fora 13.28
*Virão muitos do oriente e do ocidente e assentarão a mesa no reino de Deus. 13.29
*Muitos convidados ficarão de fora do reino e muitos não convidados entrarão no reino de Deus. 14.15-18.
*O reino vem sendo pregado e os homens se esforçam para entrar nele. 16.16
*O reino não vem com aparência 17.20
*O reino está dentro de nós. 17.21
*Dos pequenos é o reino de Deus. 18.16
*Quem não receber o reino na qualidade de pequeno, não entrará nele. 18.17
*Dificilmente entrará um rico no reino de Deus. 18.24
*É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que o rico entrar no reino de Deus. 18.25
*Quem priorizar o reino será recompensado muitas vezes. 18.29
*Quem investe no reino é reconhecido pelo Pai 19.11-27.
*Sabei que o reino está perto 21.31
*Na última ceia Jesus disse que só comeria no reino escatológico 22.16 22.18
*Assim como meu pai me confiou um reino, eu vos outorgo o poder deste reino e vos convido para cear. 22.29-30
*Lembra-te de mim quando entrares no teu reino, clamou o ladrão. 23.42
*José de Arimatéia esperava o reino de Deus. 23.51
Pr. Jesiel Padilha ministrando teologia do Novo Testamento
TEORIA DO MÉTODO TEOLÓGICO
TEORIA DO MÉTODO TEOLÓGICO
Como Nasce a Teologia
Ementa: Pretende-se precisar como se processa o ato de teologizar, descrevendo fenomenologicamente como se dá o fazer teológico.
Porque Isto: A Teologia?
1.A fé deseja saber
A pessoa de fé quer naturalmente saber o que é mesmo aquilo que acretida, se é verdade ou não.Quer saber também o que implica tudo aquilo em sua vida concreta e em seu destino.Tal é a definição clássica da teologia: fides quaerens intellectum (a fé buscando entender) É a expressão já clássica de Anselmo(1109) a fé deseja saber, ela busca a luz. Seguindo a mesma linha de Agostinho(IV século) desejei saber com inteligência o que acreditei. O amor é um elemento intrínseco da fé. Quem ama medita, divaga. Alhures afirma: “o amante não se contenta com a atenção superficial do amado”. Citemos igualmente outro grande metodólogo, agora das ciências modernas, Francis Bacon : “ dá à fé o que é da fé “ fidei quae fidei sunt”
Em vão lutará frustra sudaverit” aquele que pretende obrigar os celeste arcanos da religião a se adaptarem a nossa razão.
2. O espírito humano busca incansavelmente conhecer.
Examinemos agora a mesma questão pelo lado sujeito que crê.
Aristótelos afirmou: ‘todo ser humano aspira o conhecimento” . Por isso a teologia pode se definir como “ afé de olhos abertos”. É a fé lúcida, inteligente e crítica.
3. A teologia nasce da fé acompanhada da conversão. Só um ser profundamente transformado pode verdadeiramente ter acesso aos mistérios divinos.
4.A fé é unitária, nos completam nessa complexidade que a fé é fonte, objeto e fim da teologia.de fato da fé compreende:
fides quae: fé palavra, que a fé dogmática
fides qua: fé experiência, que é a fé fiducial.
Fides informata: fé prática, encarnada.
A fé é simultaneamente princípio objeto e objetivo da teologia. E é riqueza de suas múltiplas dimensões. Por isso, entende-se a fé como um ato de total obediência a palavra, como faz Paulo em Romanos 1.5.
A fé vem antes da teologia e tem o primado absoluto sobre ela, como mostra a tradição teológica, nas linhas do “ crer para entender de Agostinho’ e que retornou em seu “ creio para entender”. Podemos afirmar que a teologia é um falar a partir do falar de Deus. Seu objetivo é um sujeito, uma pessoa “ alguém”. Deus é o sujeito eterno da teologia.
O Que Estuda a Teologia e Em que Perspectiva
Para desenvolver a questão do objeto e da perspectiva própria da teologia, partimos da estrutura do saber científico.
O saber científico põe em ação três elementos principais:
o sujeito epistênico, em nosso caso o teólogo.
o sujeito teórico, na teologia, Deus e sua criação.
O método especifico que é o caminho para o sujeito chegar ao objeto visado.
I.Distinção Epistemológica Primária
Devemos partir da distuição clássica entre objeto material e objeto formal de uma ciência.
1.Objeto Material – “o que” é um “corte vertical” delimitando uma região, para delas em seguida se ocupar. Trata-se do “que” de um saber, i.e., matéria prima, temática, assunto, questão.
2.Objeto Formal – “como” é um corte horizontal no objeto material, a fim de captar-lhe em nível ou camada. Aqui temos nos o “que”, nos “como”, i.e.,aspecto, dimensão, faceta, lado, nível, razão específica.
Estrutura do Discurso Teológico Particular
1.O objeto material da teologia. De que trata a teologia? Deus e tudo o que se refere a Ele, i.e., o mundo Universo: a criação, a salvação e tudo mais. Mas como Deus é o ”determinante sobre tudo”, então, qualquer coisa pode ser objeto de consideração do teólogo. Deus, com efeito, pode ser definido como “a realidade que determina todas as realidades”.
Poderíamos falar, com outras palavras, assim: Deus é o objeto “ principal” da teologia; tudo mais é objeto “conseqüencial”. De fato a fé diz respeito em primeiro lugar a Deus, e das demais coisas só por conseqüência , ou seja, por causa de Deus.
2.O objeto formal da teologia. Que é “Deus enquanto revelado”. É o Deus revelado, o Deus da Bíblia, o Deus do evangelho, o Deus Salvador.
Todos os outros objetos da teologia- objetos secundários- são tratados sob a mesma ótica, ou seja, a partir do revelado. E podem ser teologizados na medida em que são relacionados com o Deus da fé, ou seja, enquanto situados sub ratione Deus, “ sob o enfoque de Deus”.
O decisivo num assunto qualquer é sempre seu objeto formal (objetivo), ou, a perspectiva (subjetiva) a partir da qual se encara aquele assunto. é o objeto formal que determina se um discurso é ou não é teológico.
Deus é o sujeito eterno da teologia, já que a teologia é o discurso de Deus sobre o ser humano e não o discurso do ser humano sobre Deus, este último é conhecido como “ teologia filosófica”, e não teologia cristã, que é o discurso da palavra de Deus e não simplesmente da fé subjetiva dos fiéis.
OS NOVOS ENFOQUE TEOLÓGICOS
São 5 os principais enfoques teológicos que marcam presença no atual cenário teológico, as quais buscam integrar em seus discursos um horizonte globalizado:
1.O enfoque da libertação. A teologia da libertação(que trata dos problemas sociais)
2.O enfoque feminista. Teologia que vê a fé e o mundo a partir da ótica da mulher.
3.O enfoque étnico. É a teologia inculturada a partir da ótica negra, indígena e asiática.
4.O enfoque inter-religioso. É um teologizar desafiador que busca o diálogo entre as religiões
5.O enfoque ecológico. É toda questão teológica concernente a vida, natureza e todo cosmos em seus mútuos relacionamentos.
Contestar que Deus não pode ser substituído por libertação, ou outro tema qualquer é confundir objeto material com objeto formal, e não caracterização de ilegitimidade do tema.Deve ficar claro porém que tais enfoques de modo nenhum substituem o enfoque originário da teologia , que é pensar tudo “ à luz da fé” . são enfoques secundários que se somam ao primário, apóiam nele, o desdobram e, de todos os modos, se articulam sobre ele e com ele. A teologia pode ser feita a partir de qualquer perspectiva, desde que o foco esteja no ponto mais originário, ou seja, “ a partir da fé”, ou a partir do Deus de Jesus Cristo.
A RACIONALIDADE DA TEOLOGIA
A razão não é só a razão formal (lógica) ou a empírico-formal(científica) existe também a razão discursiva em geral, a que exibe razões várias para se explicar: argumentos, raciocínios, provas de diversos tipos, seja necessitantes, seja convenienciais.
A Distinção Entre “ intellectus” e “ Ratio” em Teologia.
1. Intellectus fidei é o intellectus, enquanto função originária e originante do pensar, que está em operação no campo da fé. Essa atitude fundamental constitui precisamente o intellectus fidei. Este testemunha que a fé possui sua evidencia, sua luz e inteligência específica. A fé tem seus próprios olhos. A fé aparece aí como saber, experiência, gnose, sabedoria, amor.
2.Ratio fidei é a fé feita razão, melhor ainda, feita razões, é isso precisamente teologia. Ela nasce do intellectus fidei, para tornar-se, em seguida, a ratio fidei.
Do mesmo modo como se distinguem inteligência e razão, assim também importa distinguir fé e teologia, fé e razão, assim também importa distinguir fé e teologia, fé e razão, mais precisamente inteligência da fé e razão da teologia. Distinguir, sim, mas para unir. Pois se trata de momentos diferentes de um mesmo processo. Em metáfora, Castro Alves destaca a pomba mística fé da águia da razão.
Hermenêutica em Teologia
Passando agora à teologia, digamos que sua razão própria também possui uma constituição hermenêutica. E isso num duplo sentido. É hermenêutica, em primeiro lugar, porque trabalha os textos da Bíblia. É hermenêutica no sentido estrito. Nessa linha, a teologia como hermenêutica procura a verdade absoluta dos oráculos proféticos, mediação da revelação. Todo seu esforço racional neste caso consiste em interpretar corretamente a palavra de deus. Mas, como particularidade própria, a teologia não precisa perguntar, como fazem as outras ciências humanas: Será que tal sentido intencionado é verdadeiro? Pois ela daria já por assentada, de antemão, no âmbito da fé, a verdade do oráculo divino. As questões que ficam para a teologia e que ela tem que enfrentar são só duas:
1.foi Deus mesmo que falou isso?
2.O que ele quis mesmo dizer com isso?
Mas a teologia é hermenêutica também num segundo sentido: porque interpreta sempre de novo a tradição viva da fé em função dos tempos.
TEOLOGIA É CIENCIA
Que é teologia? Na definição de agostinho é discurso sobre Deus. Mas nem sempre o discurso sobre Deus tem conotação científica. O que nos interessa aqui é saber se a teologia é ou pode ser ciência. Teologia é ciência partindo do princípio que a ciência é um conceito analógico. Ora, o que a teologia pode ter(e de fato tem) em comum com as outras ciências é o modelo formal, caracterizando pelos três traços seguintes:
1.Criticidade
Assim como toda a ciência, a teologia é um saber crítico, ou seja, um saber que opera sobre si mesmo, que é consciente de seus procedimentos. A teologia é, portanto, um saber edificado sobre a análise crítico-metódica das verdades da fé.
2.Sistematicidade.
Toda ciência cria um corpo de saber. Tal corpo é unificado segundo princípios de estruturação interna, para formar uma arquitetura teórica coerente.
Pela sua posição original” pística” a teologia não busca criar de fora sistemas explicativos para depois aplica-los ao ministério, mas antes procura refazer teoricamente a estrutura interna do próprio ministério. Fá-lo através de sistema de sentido que tenham uma capacidade máxima de saturação noética. Veremos como, em teologia os pontos de fuga desses sistemas são sempre numerosos, devido a transcendência de seu objeto. Queremos dizer que o sistema de compreensão que melhor explica o ministério cristão é também o mais científico do ponto de vista teológico.
3.Dinamicidade.
Nas ciências hermenêuticas a dinamicidade é ainda mais acentuada. Pois as organizações de sentido que buscam saturar explicativamente o campo próprio de estudo se revelam sempre curtas. Daí as contínuas retomadas de explicação no curso das pesquisas históricas.
Assim também ocorre analogamente com a teologia. E mais ainda com ela. Pois se há uma característica científico-formal que mais convém à teologia é esta. Isso por uma razão dupla:
O horizonte de mistério ou transcendência de seu objeto; e protensão escatológica da verdade divina pelo fato de a revelação plena”apocalipse” ser um evento decididamente parusíaco.
Tudo isso dá à teologia um dinamismo extremo, sem paralelo com qualquer outro discurso. Por isso a teologia continuamente faz e refaz suas estruturações racionais, procurando avançar o quanto pode. Daí o dilúvio de discursos e produções teológicas, como a ameaçar submergir o mundo(jó 21.25).
A teologia é ciência na medida em que realiza a tríplice caracterização formal de toda ciência, que é a de ser crítica, sistemática e auto-amplificativa.
Falando em geral, a racionalidade própria da teologia, enquanto “ ciência humana’ , é de tipo hermêutico: ela procura compreender, de modo mais exaustiva ou “ saturado” possível, a palavra de Deus ou o sentido da fé, primeiro do texto bíblico e, em seguida, à luz deste, do “ texto da vida” .
BIBLIOGRAFIA
TEORIA DO MÉTODO, Editora vozes clóvis boof
Como Nasce a Teologia
Ementa: Pretende-se precisar como se processa o ato de teologizar, descrevendo fenomenologicamente como se dá o fazer teológico.
Porque Isto: A Teologia?
1.A fé deseja saber
A pessoa de fé quer naturalmente saber o que é mesmo aquilo que acretida, se é verdade ou não.Quer saber também o que implica tudo aquilo em sua vida concreta e em seu destino.Tal é a definição clássica da teologia: fides quaerens intellectum (a fé buscando entender) É a expressão já clássica de Anselmo(1109) a fé deseja saber, ela busca a luz. Seguindo a mesma linha de Agostinho(IV século) desejei saber com inteligência o que acreditei. O amor é um elemento intrínseco da fé. Quem ama medita, divaga. Alhures afirma: “o amante não se contenta com a atenção superficial do amado”. Citemos igualmente outro grande metodólogo, agora das ciências modernas, Francis Bacon : “ dá à fé o que é da fé “ fidei quae fidei sunt”
Em vão lutará frustra sudaverit” aquele que pretende obrigar os celeste arcanos da religião a se adaptarem a nossa razão.
2. O espírito humano busca incansavelmente conhecer.
Examinemos agora a mesma questão pelo lado sujeito que crê.
Aristótelos afirmou: ‘todo ser humano aspira o conhecimento” . Por isso a teologia pode se definir como “ afé de olhos abertos”. É a fé lúcida, inteligente e crítica.
3. A teologia nasce da fé acompanhada da conversão. Só um ser profundamente transformado pode verdadeiramente ter acesso aos mistérios divinos.
4.A fé é unitária, nos completam nessa complexidade que a fé é fonte, objeto e fim da teologia.de fato da fé compreende:
fides quae: fé palavra, que a fé dogmática
fides qua: fé experiência, que é a fé fiducial.
Fides informata: fé prática, encarnada.
A fé é simultaneamente princípio objeto e objetivo da teologia. E é riqueza de suas múltiplas dimensões. Por isso, entende-se a fé como um ato de total obediência a palavra, como faz Paulo em Romanos 1.5.
A fé vem antes da teologia e tem o primado absoluto sobre ela, como mostra a tradição teológica, nas linhas do “ crer para entender de Agostinho’ e que retornou em seu “ creio para entender”. Podemos afirmar que a teologia é um falar a partir do falar de Deus. Seu objetivo é um sujeito, uma pessoa “ alguém”. Deus é o sujeito eterno da teologia.
O Que Estuda a Teologia e Em que Perspectiva
Para desenvolver a questão do objeto e da perspectiva própria da teologia, partimos da estrutura do saber científico.
O saber científico põe em ação três elementos principais:
o sujeito epistênico, em nosso caso o teólogo.
o sujeito teórico, na teologia, Deus e sua criação.
O método especifico que é o caminho para o sujeito chegar ao objeto visado.
I.Distinção Epistemológica Primária
Devemos partir da distuição clássica entre objeto material e objeto formal de uma ciência.
1.Objeto Material – “o que” é um “corte vertical” delimitando uma região, para delas em seguida se ocupar. Trata-se do “que” de um saber, i.e., matéria prima, temática, assunto, questão.
2.Objeto Formal – “como” é um corte horizontal no objeto material, a fim de captar-lhe em nível ou camada. Aqui temos nos o “que”, nos “como”, i.e.,aspecto, dimensão, faceta, lado, nível, razão específica.
Estrutura do Discurso Teológico Particular
1.O objeto material da teologia. De que trata a teologia? Deus e tudo o que se refere a Ele, i.e., o mundo Universo: a criação, a salvação e tudo mais. Mas como Deus é o ”determinante sobre tudo”, então, qualquer coisa pode ser objeto de consideração do teólogo. Deus, com efeito, pode ser definido como “a realidade que determina todas as realidades”.
Poderíamos falar, com outras palavras, assim: Deus é o objeto “ principal” da teologia; tudo mais é objeto “conseqüencial”. De fato a fé diz respeito em primeiro lugar a Deus, e das demais coisas só por conseqüência , ou seja, por causa de Deus.
2.O objeto formal da teologia. Que é “Deus enquanto revelado”. É o Deus revelado, o Deus da Bíblia, o Deus do evangelho, o Deus Salvador.
Todos os outros objetos da teologia- objetos secundários- são tratados sob a mesma ótica, ou seja, a partir do revelado. E podem ser teologizados na medida em que são relacionados com o Deus da fé, ou seja, enquanto situados sub ratione Deus, “ sob o enfoque de Deus”.
O decisivo num assunto qualquer é sempre seu objeto formal (objetivo), ou, a perspectiva (subjetiva) a partir da qual se encara aquele assunto. é o objeto formal que determina se um discurso é ou não é teológico.
Deus é o sujeito eterno da teologia, já que a teologia é o discurso de Deus sobre o ser humano e não o discurso do ser humano sobre Deus, este último é conhecido como “ teologia filosófica”, e não teologia cristã, que é o discurso da palavra de Deus e não simplesmente da fé subjetiva dos fiéis.
OS NOVOS ENFOQUE TEOLÓGICOS
São 5 os principais enfoques teológicos que marcam presença no atual cenário teológico, as quais buscam integrar em seus discursos um horizonte globalizado:
1.O enfoque da libertação. A teologia da libertação(que trata dos problemas sociais)
2.O enfoque feminista. Teologia que vê a fé e o mundo a partir da ótica da mulher.
3.O enfoque étnico. É a teologia inculturada a partir da ótica negra, indígena e asiática.
4.O enfoque inter-religioso. É um teologizar desafiador que busca o diálogo entre as religiões
5.O enfoque ecológico. É toda questão teológica concernente a vida, natureza e todo cosmos em seus mútuos relacionamentos.
Contestar que Deus não pode ser substituído por libertação, ou outro tema qualquer é confundir objeto material com objeto formal, e não caracterização de ilegitimidade do tema.Deve ficar claro porém que tais enfoques de modo nenhum substituem o enfoque originário da teologia , que é pensar tudo “ à luz da fé” . são enfoques secundários que se somam ao primário, apóiam nele, o desdobram e, de todos os modos, se articulam sobre ele e com ele. A teologia pode ser feita a partir de qualquer perspectiva, desde que o foco esteja no ponto mais originário, ou seja, “ a partir da fé”, ou a partir do Deus de Jesus Cristo.
A RACIONALIDADE DA TEOLOGIA
A razão não é só a razão formal (lógica) ou a empírico-formal(científica) existe também a razão discursiva em geral, a que exibe razões várias para se explicar: argumentos, raciocínios, provas de diversos tipos, seja necessitantes, seja convenienciais.
A Distinção Entre “ intellectus” e “ Ratio” em Teologia.
1. Intellectus fidei é o intellectus, enquanto função originária e originante do pensar, que está em operação no campo da fé. Essa atitude fundamental constitui precisamente o intellectus fidei. Este testemunha que a fé possui sua evidencia, sua luz e inteligência específica. A fé tem seus próprios olhos. A fé aparece aí como saber, experiência, gnose, sabedoria, amor.
2.Ratio fidei é a fé feita razão, melhor ainda, feita razões, é isso precisamente teologia. Ela nasce do intellectus fidei, para tornar-se, em seguida, a ratio fidei.
Do mesmo modo como se distinguem inteligência e razão, assim também importa distinguir fé e teologia, fé e razão, assim também importa distinguir fé e teologia, fé e razão, mais precisamente inteligência da fé e razão da teologia. Distinguir, sim, mas para unir. Pois se trata de momentos diferentes de um mesmo processo. Em metáfora, Castro Alves destaca a pomba mística fé da águia da razão.
Hermenêutica em Teologia
Passando agora à teologia, digamos que sua razão própria também possui uma constituição hermenêutica. E isso num duplo sentido. É hermenêutica, em primeiro lugar, porque trabalha os textos da Bíblia. É hermenêutica no sentido estrito. Nessa linha, a teologia como hermenêutica procura a verdade absoluta dos oráculos proféticos, mediação da revelação. Todo seu esforço racional neste caso consiste em interpretar corretamente a palavra de deus. Mas, como particularidade própria, a teologia não precisa perguntar, como fazem as outras ciências humanas: Será que tal sentido intencionado é verdadeiro? Pois ela daria já por assentada, de antemão, no âmbito da fé, a verdade do oráculo divino. As questões que ficam para a teologia e que ela tem que enfrentar são só duas:
1.foi Deus mesmo que falou isso?
2.O que ele quis mesmo dizer com isso?
Mas a teologia é hermenêutica também num segundo sentido: porque interpreta sempre de novo a tradição viva da fé em função dos tempos.
TEOLOGIA É CIENCIA
Que é teologia? Na definição de agostinho é discurso sobre Deus. Mas nem sempre o discurso sobre Deus tem conotação científica. O que nos interessa aqui é saber se a teologia é ou pode ser ciência. Teologia é ciência partindo do princípio que a ciência é um conceito analógico. Ora, o que a teologia pode ter(e de fato tem) em comum com as outras ciências é o modelo formal, caracterizando pelos três traços seguintes:
1.Criticidade
Assim como toda a ciência, a teologia é um saber crítico, ou seja, um saber que opera sobre si mesmo, que é consciente de seus procedimentos. A teologia é, portanto, um saber edificado sobre a análise crítico-metódica das verdades da fé.
2.Sistematicidade.
Toda ciência cria um corpo de saber. Tal corpo é unificado segundo princípios de estruturação interna, para formar uma arquitetura teórica coerente.
Pela sua posição original” pística” a teologia não busca criar de fora sistemas explicativos para depois aplica-los ao ministério, mas antes procura refazer teoricamente a estrutura interna do próprio ministério. Fá-lo através de sistema de sentido que tenham uma capacidade máxima de saturação noética. Veremos como, em teologia os pontos de fuga desses sistemas são sempre numerosos, devido a transcendência de seu objeto. Queremos dizer que o sistema de compreensão que melhor explica o ministério cristão é também o mais científico do ponto de vista teológico.
3.Dinamicidade.
Nas ciências hermenêuticas a dinamicidade é ainda mais acentuada. Pois as organizações de sentido que buscam saturar explicativamente o campo próprio de estudo se revelam sempre curtas. Daí as contínuas retomadas de explicação no curso das pesquisas históricas.
Assim também ocorre analogamente com a teologia. E mais ainda com ela. Pois se há uma característica científico-formal que mais convém à teologia é esta. Isso por uma razão dupla:
O horizonte de mistério ou transcendência de seu objeto; e protensão escatológica da verdade divina pelo fato de a revelação plena”apocalipse” ser um evento decididamente parusíaco.
Tudo isso dá à teologia um dinamismo extremo, sem paralelo com qualquer outro discurso. Por isso a teologia continuamente faz e refaz suas estruturações racionais, procurando avançar o quanto pode. Daí o dilúvio de discursos e produções teológicas, como a ameaçar submergir o mundo(jó 21.25).
A teologia é ciência na medida em que realiza a tríplice caracterização formal de toda ciência, que é a de ser crítica, sistemática e auto-amplificativa.
Falando em geral, a racionalidade própria da teologia, enquanto “ ciência humana’ , é de tipo hermêutico: ela procura compreender, de modo mais exaustiva ou “ saturado” possível, a palavra de Deus ou o sentido da fé, primeiro do texto bíblico e, em seguida, à luz deste, do “ texto da vida” .
BIBLIOGRAFIA
TEORIA DO MÉTODO, Editora vozes clóvis boof
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