domingo, 2 de janeiro de 2011

NAO REMOVAS OS MARCOS ANTIGOS

Não poucas vezes temos nos deparado com jargao evangélico copiado parcialmente da bíblia e fora de contexto que nada tem a ver com o verdadeiro sentido do texto. Por exemplo"Não removas os marcos antigos" Pv 22.28 e 22.22.Nao obstante provérbios ser um livro sem contexto, o que o escritor quis dizer com todas letras foi que não devemos remover os limites das terras que foram distribudas proporcialmente entre as famílias. Veja o versículo 22 do mesmo capitulo "não roubes o pobre nem atropeles o aflito".
No capitulo 23 de provérbios e versículo 10 diz para não remover os limites antigos nem invadir o campo dos orfaos.Em deuteronimio, livro de Leis e bem contextualizado proíbe que os marcos dos limites dos terrenos dos vizinhos estabelecidos pelos antigos sejam removidos, ou invadidos. A ordenança bíblica e uma preocupação com a questão social prevenindo a iniquidade no meio do povo. A iniquidade contrasta com a equidade que e a justiça social.
Era comum naquela época os ricos se aproveitarem dos pobres, invadindo seus terrenos ou hipotecando terras de pessoas endividas. Deuteronomio 27 diz "maldito aquele que remover os limites do campo do seu próximo".
As Leis do Antigo Testamento eram classificadas pelos rabinos em leis religiosas, Leis cerimonias, leis sanitárias, leis civis, sociais e criminais.
Deus tem uma preocupação com a equidade social, por isso proíbe a opressão e a invasão dos direitos dos pobres. Jesus em Mateus 23.14 denunciou os lideres religiosos que devoravam os campos e ate a casa das viuvas com pretexto de longas orações.Em Levítico 25. 28 todos os que perdiam seus campos por dividas, no ano do jubileu suas terras tinham que ser devolvidas.
Nos últimos dias aqui no Brasil foi postado um vídeo politico por um pastor que denunciava a iniquidade, mas sem ter uma base bíblica do que venha a ser exactamente a iniquidade. A imoralidade pode ser definida como iniquidade, mas biblicamente a essência da palavra iniquidade e a injustiça social. Os governos conservadores perpetuaram a iniquidade em vários países sem nunca ter a preocupação com a equidade, ou seja o equilíbrio social de um povo. A disparidade social em muitos países tem trazido trágicos e nocivos efeitos sociais que produz infelicidade e miséria.
Hoje estamos no tempo da teologia da prosperidade em que muitos lideres religiosos fazem lavagem cerebral para arrancar dinheiro dos pobres com pretexto de que vão enriquecer. Mas na verdade quem esta enriquecendo sao eles.Isaías denunciava os lideres de sua época dizendo"qual e o jejum que Deus se agrada, o jejum que Deus se agrada e que soltes a ligadura da impiedade,desfaças as atadura do jugo,e para de oprimir os necessitados e reparta o pão como faminto Isaías 15.58. Essa teologia da prosperidade esta a serviço da iniquidade, que fede no olfato de Deus.

4 comentários:

  1. Prezado Pr. Jesiel Padilha,

    Parabéns pelo excelente e elucidativo artigo!
    Feliz 2011 para você , todos os seus e igreja que está sob sua responsabilidade.

    Um grande abraço!

    Seu conservo n'Ele,

    Pr. Carlos Roberto

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  2. Boas palavras!!
    Sempre aprendendo com homens de vasta experiência e conhecimento como o senhor.
    Abraços
    David Lazzarotto

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  3. Textos como esses são constantemente usados para defenderem sua tradições ou até mesmo para enganar os leigos da bíblia deforma consciente. Outros só repetem o que ouviu falar em um púlpito por seu líder e também comete o mesmo erro porém, inconscientemente. E assim verdadeiro evangelho vai sendo deturpado.Só a graça de Deus!

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  4. Com todo repeito que tenho aos diletos obreiros e ministros do evangelho, mas penso um tanto divergente. O termo iniquidade não traduz, em sua essência, a injustiça social. Esta é apenas uma das inúmeras espécies daquele. Iniquidade representa injustiça, anomia, perversidade. É o não reconhecimento do direito ou dos princípios imutáveis da justiça (Rm 2.8; IJo 5.17). É promotora da desordem. Portanto, não diz respeito a injustiça social, exclusivamente. Prova disto que o anticristo é chamado de iníquo (2Ts 2.8). E não é porque ele promove a injustiça social. De forma alguma. Mas, porque seu espírito desarranja aquilo que foi proposto por Deus ao homem como mecanismo de plena ordem e justiça. Apresenta-se, assim, a iniquidade, como toda manifestação cristalizada do pecado, que torna as pessoas insensíveis ao toque do Espírito Santo. Jesus disse: por se manifestar a iniquidade o amor de muitos esfriará (Mt 24.12). Percebe-se, desta forma, não existir uma referência maior à injustiça social, mas sobre toda sorte de injustiça. Sobre o termo dialética, temo um tanto por ele, pois Jesus não fora ESSENCIALMENTE dialético. Se pensarmos sobre a arte de argumentar no diálogo, aí posso concordar em alguns episódios; porém, da maneira como a dialética é vista e atribuída atualmente, como o modo de pensar as contradições da realidade e compreendê-la como essencialmente contraditória e em permanente transformação, daí já sou plenamente averso, pois confunde-se com a tônica marxista que deve, ao meu sentir, ser uma das maiores preocupações da igreja atualmente. Porque transforma a igreja em organização política de combate às desigualdades sociais (sempre em desfavor do capital e engrandecendo o Estado) e a bíblia numa doutrina a serviço de uma teologia marxista.

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